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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Setembro 19, 2016

O país onde os muito ricos preocupam mais que os muito pobres

Miguel Marujo

A 26 de janeiro de 2016, líamos numa notícia que havia 240 muito ricos em Portugal: "Destes 240 contribuintes, segundo dados oficiais das Finanças, declararam ao Fisco, em 2014, 164,2 milhões de euros, o que indicia que terão mais património do que propriamente rendimentos." Talvez assim se percebam, lendo estes dados, como certos verbos se explicam e certas propostas se justificam. Ou, como dizia o ex-diretor-geral do Fisco na altura, os muito ricos pagam, afinal, uma fatura fiscal reduzida.

Já este sábado saiu outra notícia, como base num estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que curiosamente não vi ninguém da direita comentar: "Os números indicam que de 2009 a 2014 os rendimentos dos portugueses tiveram uma quebra de 12% (116 euros por mês), mas mostram também que os 10% mais pobres perderam 25% por cento do rendimento enquanto os 10% mais ricos apenas perderam 13%." Talvez esta justiça fiscal beba mais da doutrina social da Igreja que aquela que tivemos nos anos do Governo da troika (2011-2015).

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