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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Junho 28, 2015

«Não sou nem ateniense, nem grego, mas sim um cidadão do mundo.»

Miguel Marujo

Ulysses' Gaze (To vlemma tou Odyssea, 1995)
filme de Theodoros Angelopoulos; música de Eleni Karaindrou

 


[recupero do mural do facebook do Filipe Santos Costa este apontamento, já com uns dias; diz tudo, diz muito; sei que ele me desculpa esta partilha mais generalizada...]


«Pequeno apontamento histórico: quem colocou a Grécia no ponto a que a Grécia chegou não foi o Syriza, nem Tsipras, nem Varoufakis. Quem deixou a Grécia no precipício foi uma oligarquia que responde pelo nome de dois partidos, PASOK e Nova Democracia, que alternaram no poder desde o fim da ditadura, em 1974. Foi essa rapaziada que durante décadas comprou o voto dos eleitores com empregos no Estado e fechando os olhos a esquemas de corrupção e fuga ao fisco mais ou menos institucionalizados.
Sim, são esses mesmos que a sra Merkel agora elogia, e, supostamente, são o modelo a quem a sra Lagarde se refere como os "adultos". Sim, essa tropa fandanga é que era adulta e respeitável e responsável.
Irresponsáveis, claro, são estes agora, que cometeram o crime de romper com o bom velho rotativismo de aldrabões engravatados.
Não admira que a Alemanha (e, sucedaneamente, a "Europa") os trate como se tivessem sarna. É que o problema da sra Merkel não é com os gregos, nem com as pensões dos gregos, nem com os funcionários públicos gregos. O problema da sra Merkel (como da Sra Lagarde) é com os gregos que elas não controlam. Isto tem um nome: xenofobia política.»

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