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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Maio 16, 2005

Advogados de defesa

Miguel Marujo

Louçã foi infeliz no debate com Portas (lembram-se?). Logo a congregação para a doutrina da fé saiu em defesa do agora líder do Bloco de Esquerda.
Um padre do Porto foi idiota, misturando o impossível e afirmando uma aberração. Terei de sair a terreiro, como católico que não esconde essa condição, demarcar-me da idiotice daquele senhor padre? Não me parece. Nem me parece que todos os católicos que debatem responsavelmente o aborto tenham de o fazer, como pedia ontem Ana Sá Lopes, no Público. Afinal, o que disseram para trás não chega? Ou terão de bater no peito sempre que um católico faz disparates? Afinal, terei de exigir, no futuro, aos bloquistas ou aos pró-despenalização (e já se disse aqui que a minha posição não coincide com um certo discurso da Igreja) que batam no peito e se demarquem das mulheres que berram a barriga é minha e outras idiotices descredibilizando desse lado o debate? O padre do Lordelo do Douro se quiser um advogado de defesa que o arranje. Mas eu não preciso de ser advogado de acusação todos os dias.

[actualizado: já viram o que era confundir o mau jornalismo que também se pratica no Público ou no Diário de Notícias com jornalistas bons daquelas casas? Ou não será assim, cara Fernanda Câncio? E já agora, da Igreja e da doutrina parece que todos sabem falar... Valia a pena os (alguns) jornalistas e bloguistas «informarem-se antes de serem lidos a opinar sobre tudo e mais alguma coisa».]

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