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AZERT

por Miguel Marujo, em 03.01.06
Não sei quando comecei a querer ser jornalista. Algures no 9º ano, se não me falha a memória. Na família sempre se apontou a responsabilidade ao irmão mais velho já então jornalista. Talvez seja. Não o nego. Mas houve outras coisas que me influenciaram, e uma delas foi um livro que descobri na estante lisboeta do irmão mais velho: "O Mundo em azert", julgo que seria assim que se chamava. O título, enigmático para um miúdo, descodificava-se nas teclas de uma qualquer máquina de escrever: azert eram as primeiras letras da fila de cima, da esquerda para a direita. Hoje em dia, o nome do livro teria de ser "O Mundo em qwert", desaparecidos os teclados em azert. Mas este mundo ficou ainda mais pobre: Cáceres Monteiro, autor das reportagens que descobri naquela estante, morreu hoje.

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12 comentários

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De Bolachinha a 03.01.2006 às 15:42

Acredito que o de lá de cima (seja ele quem for) está a investir fortemente numa redacção sem concorrência.

Agora a sério: Arrepiaste-me!
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De Ana Cláudia Vicente a 03.01.2006 às 15:51

Um dos autores d'"O Mundo em hcesar", Cáceres Monteiro.
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De Miguel Marujo a 03.01.2006 às 15:54

Esse não conheço Cláudia. Numa rápida pesquisa, que fiz agora, descobri um texto da Visão (de que CM era fundador e director) que diz o seguinte: "Grande repórter de méritos amplamente reconhecidos, cujas reportagens estão, inclusive, reunidas em dois livros – O Mundo em Azert e Enviado Especial – Cáceres Monteiro [...]"
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De Pedro a 03.01.2006 às 18:26

O AZERTY estará a desaparecer em Portugal... Mas estranho que esteja a desaparecer também entre os jornalistas. Isto porque ouvi de uma colega que os tradutores, em geral, preferem azerty por ser mais rápido e práctico para linguas latinas, como o francês, pelo que julgo que o mesmo se deve aplicar ao português. Porque não, e em jeito de homenagem, escreveres sobre o mundo em AZERTY?

É uma questão de prática: pqssqdo qlgum tçqpo, deixqs de escrever qssim ;-)
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De Ana Cláudia Vicente a 03.01.2006 às 19:49

O livro não existe, Miguel. Quis só dizer "Cáceres Monteiro, jornalista português".

P.S. Estranhamente, comecei por ler Cáceres Monteiro-ficcionista (de uma só obra?), com "Apogeu e Queda de Bernardo Malaquias, Ministro Libertino"(1989).
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De Miguel Marujo a 03.01.2006 às 20:02

Desculpa, Cláudia. Por momentos (como escrevi de memória) achei que me tinha enganado. De facto, os teclados HCESAR eram uma "mania" portuguesa...
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De Ana Cláudia Vicente a 03.01.2006 às 20:32

Eu é que tenho de tas pedir, Miguel. Fui lacónica e induzi a erro.
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De migas (miguel araújo) a 03.01.2006 às 21:16

Há influências que vêm por bem.
Há personalidades que marcam o nosso quotidiano politico (mesmo discordante) cultural e informativo.
Cáceres Monterio, mesmo para quem como eu só escreve por brincadeira (apesar da forte influência do teu mano António) deixa muitas, mas mesmo muitas saudades.
Confirmo-te, porque tenho-os cá em casa (numa biblioteca não jornalística):
"O Mundo em AZERT" (1989) e "O Enviado Especial" (1991), ambos reportagens internacionais e edições do Circulo de Leitores.
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De PHYLOS a 03.01.2006 às 23:25

Aqui no Brasil, a classe jornalistica está por baixo. Como é uma cópia sem-vergonha, esculhambada dos americanos, eles falam o que querem, denigrem a imagem alheia, SEM PROVAS. Depois, quando o ofendido exige a tal prova na justiça, eles dizem que tem que proteger a fonte...Ou seja, é necessário, urgentemente, um Conselho de Ética para estes iluminados senhores, que tem o poder de destruir a vida de qualquer cidadão, sem provas.
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De PHYLOS a 03.01.2006 às 23:29

Aqui na Terra de Santa Cruz, o nosso Brasilzão, existe a revista "Veja". Poderosa, ela começa uma matéria assim: "Fulano de tal, é pedófilo. E "bla,blá, blá, blá" por umas 3 páginas. No final da matéria, quando o citado já foi completamente destruido, a sua moral não existe mais, os vizinhos já não falam com ele, a esposa pede o divórcio, eles finalizam a matéria assim: "Na verdade, não temos provas claras sobre a pedofilia do senhor fulano de tal, mas...." Ou seja: depois que arrasaram a pessoa, afirmam não ter prova a respeito...e ninguém é preso, pois trata-se da chamada "imprensa livre". Uma piada.

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