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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Julho 28, 2003

Democracia, Fogos e quejandos

Miguel Marujo

Realmente alguma coisa se passa comigo.

Há uns tempos atrás ouvi a nova música da Madona na rádio e gostei, achei piada, só mais tarde reparei que era a Madona. Agora para além de me rever na música da Madona, sinto empatia pelo Pacheco Pereira, felizmente vou de férias esta semana.

Esta semana ainda tenho o meu último exame do mestrado, depois o descanso.

Descanso primeiro num retorno às origens, por terras de Riba Côa que convido todos a conhecer, nem que seja porque é perto de Salamanca onde se bebem umas boas canas na Plaza Mayor. E depois uma semanita de banhos no Algarve.



1 -

Primo não posso concordar com a tua proposta.

Uma democracia precisa de estabilidade para se conseguir implementar políticas para o bem comum e não apenas pela vontade do povo. Estou convencido que por vontade do povo tínhamos estádios de futebol novos em vez de saneamento básico e água potável. Por vontade do povo tínhamos uma casa em cada pedacinho de terreno em vez de um desenvolvimento articulado da urbe. Por vontade do povo as pessoas ficavam meses a fio presas até serem formalmente acusadas em vez da justiça ser célere, justa e zelar pelos interesses das vítimas e dos arguidos tal como estipula a Constituição. Por vontade do povo tínhamos um Cherne como primeiro ministro em vez de um Sapo. Felizmente que há estabilidade política desde o 2º Governo do Cavaco e já não se faz a vontade ao povo mas sim o Estado e o Governo zelam pelo bem comum. Ou será que não é bem assim ???



A democracia é um processo em construção. Passa pelas relações laborais, com os chefes, com os colegas e com os subordinados. Passa pela atenção e pela reflexão do que se diz e faz. Passa pelo voto consciente. Passa pela relação com a pessoa amada. A democracia é um processo em construção transversal à pessoa, passa por todas as suas esferas de relações, é sem dúvida a base do nosso modo de estar, do nosso ser. Sem democracia não há liberdade a sério. A paz, o pão, a habitação, a saúde ....



2 –

Pede-me o Miguel que fale de fogos florestais. Como o Diogo é capaz de estar horas a falar de Globalização, também eu sou capaz de falar horas sobre os fogos florestais. Para quem não sabe a minha formação de base é em Engenharia Florestal. Por isso e como já vai longa a prosa fica para a próxima.

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