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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Julho 11, 2013

Do verbo demitir

Miguel Marujo

Aos primeiros aplausos ilusórios a Cavaco, talvez pela surpresa de que afinal teria feito alguma coisa, sucedem-se agora as perplexidades perante algo de que o Presidente se demite: ser Presidente.

 

- A sua função de moderador e de magistratura será endereçada a alguém "de prestígio" para o consenso. Se não serve para isto, porque não se demite Cavaco?

 

- A atuação futura do Governo merece desconfiança e uma tutela. Mas se o Governo não serve para governar, porque não o demite - dissolvendo a Assembleia?

- A antecipação das eleições em um ano, e o adiamento agora por um ano, significa adiar qualquer resolução da crise por semanas, meses ou um ano. Mas se as eleições não servem agora, quando servirem já não terá a democracia sido demasiado achincalhada? Sim, claro.

Resumindo: a única saída para a crise não é a solução de Belém. E Cavaco bem podia resignar dada a sua incapacidade de ser Presidente.