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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Junho 05, 2013

Haverá quem tenha sempre 1910

Miguel Marujo

Nada de novo, afinal. Na sequência da primeira grande reforma ortográfica da língua portuguesa, de 1911, ficaram célebres as reações críticas de alguns dos seus mais acirrados oponentes. Fernando Pessoa recusou sempre em vida escrever “farmácia” ou “filosofia” sem os “ph”. E Teixeira de Pascoaes escreveu mesmo um texto antológico sobre o que se perdia com a substituição do “y” pelo “i” latino na palavra “abismo”. E havia ainda quem, um ano antes da entrada em vigor das novas regras depois da implantação da República, “imaginasse”, já, o que seria passar a escrever “fase”, em vez de “phase”: «Não nos parece uma palavra, parece-nos um esqueleto.» [José Mário Costa]