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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Maio 10, 2013

A crise escreve-se assim

Miguel Marujo

Sexta-feira, 3.

«Sabemos que esta medida pesaria sobre o rendimento disponível dos pensionistas e, por isso, queremos que o crescimento económico em que estamos empenhados possa atenuar diretamente os sacrifícios que são pedidos aos pensionistas, desejavelmente até ao ponto em que ela possa desaparecer por completo» - Passos Coelho.

 

Sábado, 4.

«Neste menu de medidas que ontem apresentei, há várias que decorreram do seu [de Portas] empenho pessoal. Ele tem aplicado muito do seu talento, para encontrarmos melhores soluções, para discutirmos com a troika e parceiros. [...] Traduz o seu sentido de responsabilidade muito grande.» - Passos Coelho.

 

Domingo, 5.

«Num país em que grande parte da pobreza está nos mais velhos e em que há avós a ajudar os filhos e a cuidar dos netos, o primeiro-ministro sabe e creio ter compreendido que é a fronteira que não posso deixar passar» - Paulo Portas.

 

Quinta, 9.

«[Há] uma enorme preocupação social, que foi transversal nas intervenções do primeiro-ministro, do ministro dos Negócios Estrangeiros e dos deputados do PSD e do CDS» - Nuno Magalhães, ao lado de Luís Montenegro, no final de reunião das bancadas dos dois partidos com Passos e Portas.

 

«Paulo Portas admitiu que os socialistas têm a agenda sequestrada pelas eleições autárquicas» - in Público.

 

Sexta, 10.

«Se tivéssemos seguido os apelos da oposição não estaríamos hoje a discutir o crescimento, o emprego e o regresso aos mercados a juros mais baixos, mas sim um segundo resgate e o desnorte de Portugal» - Passos Coelho, no debate quinzenal.

«Há várias medidas relativamente ao sistema de pensões. Uma delas é esta contribuição para a Segurança Social que possa ser suportada pelos pensionistas» - Passos Coelho, no debate quinzenal.

 

«O tempo político de Vítor Gaspar terminou» - Carlos Abreu Amorim, vice-presidente da bancada do PSD e candidato à CM de Gaia.


«Quero em nome do PSD lamentar estas declarações e esperar que o Dr. Abreu Amorim tenha condições para explicar qual era a intenção, na medida em que essas declarações são, do ponto de vista dos princípios, inaceitáveis, do ponto de vista estratégico, incorretas e, do ponto de vista eleitoral, ineficientes» - Jorge Moreira da Silva, vice-presidente do PSD.