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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 31, 2013

Nem sequer em Portugal

Miguel Marujo


«Bárbara Bulhosa, editora da Tinta-da-china [e minha amiga], acaba de ser constituída arguida e sujeita a termo de identidade e residência. "Crime" cometido, segundo os queixosos: ter publicado o livro “Diamantes de Sangue – Corrupção e Tortura em Angola”, da autoria do jornalista angolano Rafael Marques. Os nove generais angolanos que moveram o processo querem que se saiba que há certa coisas que não podem ser ditas. Nem sequer em Portugal.» Carlos Vaz Marques, no seu facebook

Janeiro 25, 2013

Este tempo

Miguel Marujo

Tempos estranhos estes em que a oposição se esquece de um secretário de Estado que prevaricou, de um Governo que rejubila com o foguetório pago a peso de ouro a quatro bancos, esquecendo-se que as pessoas começaram a receber esta semana o recibo de vencimento onde já se espreita o verdadeiro corte que começará em fevereiro. Tempos estranhos estes onde se corta o debate, fechando a porta à comunicação social ou obrigando-a a reproduzir a ata para ser fidedigna, mas o que verdadeiramente se questiona é os jornalistas pensarem por si. Tempos estranhos.

Janeiro 22, 2013

we, the people

Miguel Marujo

«For we, the people, understand that our country cannot succeed when a shrinking few do very well and a growing many barely make it. We believe that America’s prosperity must rest upon the broad shoulders of a rising middle class. We know that America thrives when every person can find independence and pride in their work; when the wages of honest labor liberate families from the brink of hardship. We are true to our creed when a little girl born into the bleakest poverty knows that she has the same chance to succeed as anybody else, because she is an American, she is free, and she is equal, not just in the eyes of God but also in our own.» [Barack Obama, no discurso da tomada de posse, aqui na íntegra]

 



[não se pense que o silêncio mais ou menos prolongado significa uma menor atenção às coisas; apenas significa outras coisas vividas lá fora.]

Janeiro 14, 2013

Lama

Miguel Marujo

Ouvir Miguel Relvas defender os funcionários públicos, hoje, por causa do episódio da ADSE, é quase obsceno. Será que a discordância política se tem de fazer com o cinismo e a falta de memória (ou vergonha) como a que o ministro adjunto demonstrou?!

Janeiro 10, 2013

Uma aselhice completa do Governo

Miguel Marujo

«Não aceito discutir esta matéria sem que haja, em primeiro lugar, uma explicação cabal das razões que levam o Governo a cortar 4 mil milhões. O partido já tem reclamado esclarecimentos, mas eu vou mais longe. Era fundamental saber, porquê, para quê? E porque não negociar, em alternativa a este corte gigantesco, melhores condições com os parceiros da troika, designadamente no que se refere ao pagamento da dívida e às metas do défice que temos de atingir? Em segundo lugar, contesto de forma muito enérgica a solicitação do Governo ao FMI. O Governo deveria liderar um processo democrático de debate interno sobre a reestruturação do Estado e a eventualidade de proceder a cortes radicais, apresentando as suas propostas. Não percebo, sinceramente, porque consulta o FMI. É para desculpar os cortes nos itens que não são da iniciativa do Governo, mas por sugestão ou imposição do FMI? Mas isso não colhe. Cabe ao Governo o conhecimento da realidade portuguesa. São as próprias entidades que nos empurraram para este caminho, através de medidas de austeridade que provocaram uma espiral recessiva, como falou o senhor Presidente da República, com toda a razão, e que propõem agravar, ainda mais, a atual situação quando está provado que estas medidas têm um efeito perverso na economia. Por que razão não pedem ao FMI que nos dê palpites sobre a forma de relançar a economia, talvez tivessem ideias menos disparadas. Isto foi, de facto, uma aselhice completa do Governo. Talvez quisesse ter um pretexto para começar a entrar nestes domínios mas é um pretexto que provoca a indignação generalizada das pessoas. O FMI seria a última entidade a quem pediria um parecer sobre esta matéria. Era preferível terem-no solicitado a entidades privadas que conheçam Portugal e consciência de quais são os problemas sociais e económicos deste país. Portanto, não é por aqui.» [António Capucho, in DN, do PSD, ex-conselheiro nacional]

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