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A voz que caminha connosco

por Miguel Marujo, em 07.01.12

 

David Sylvian escreveu a Pop Song mais anti popsong que podemos ouvir, mas a sua música é pop de primeira água. A cada álbum, baralha-nos os sentidos: as programações, o experimentalismo sonoro ou o lirismo musical cruzam-se em perfeita sintonia. Em álbuns de originais, de canções ou instrumentais, ou entregando as suas criações à recriação de outros, Sylvian não necessita de estar nas listas do ano para ser sempre ouvido por cá. Died in the Wool foram em 2011 as variações de Manafon de 2009, mas a novidade permanece indelével.

 

Não faço listas do ano que passou; não vi filmes em salas, não ouvi todos os discos que queria, nem li o que acho merecedor; por isso, recordo 2011 naquilo que me interessa, nas coisas e pessoas que merecem ser citadas. A destempo, aqui vou deixando notas dos dias que passaram no ano passado.

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[por exemplo]

por Miguel Marujo, em 07.01.12

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De Janeiro a Janeiro

por Miguel Marujo, em 05.01.12

Repare-se: para mim não está em causa que tecnicamente a decisão da Jerónimo Martins seja inatacável, como Pedro Santos Guerreiro (e Elisabete Miranda) nos explica(m). O que para mim conta é que Soares dos Santos nos tenha andado a bater, como portugueses, classificando sempre de forma pouco meiga comportamentos e alegadas falta de empenho, produtividade e outras expressões que estes senhores debitam, ditos com uma banalidade confrangedora, como se comprova em vídeos apanhados ao acaso na internet. Dito isto: frei Tomás não deve ser invocado, nunca, por quem nos andou a atirar à cara com um moralismo aviltante e agora foge às suas responsabilidades morais.

 

É isto: o senhor pode ter as contas todas certinhas e continuar a pagar parte dos impostos cá, mas não se diga (e aqui critico PSG) que «é assustador ver tanta opinião instantânea sobre o que se desconhece». Nisso, Soares dos Santos foi o filho pródigo. Sabe-lhe bem agora pagar tão pouco.

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Júlio Resende - desaparecido em 2011.
Não faço listas do ano que passou; não vi filmes em salas, não ouvi todos os discos que queria, nem li o que acho merecedor; por isso, recordo 2011 naquilo que me interessa, nas coisas e pessoas que merecem ser citadas. A destempo, aqui vou deixando notas dos dias que passaram no ano passado.

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«Foi através de Pedro Lains que cheguei ao estudo, os Ladrões de Bicicletas deram conta dele dias depois e ontem, quando já trabalhava o tema, numa coincidência que afirmou a sua inevitabilidade, entrou-me na caixa de correio um artigo do Financial Times sobre o assunto: Portugal, o país mais desigual da Europa, foi aquele onde a austeridade aplicada pelo Governo foi mais regressiva em termos de distribuição de rendimentos. Ou, dito de outra forma: Portugal é o único país onde a austeridade exigiu mais aos mais pobres.» [Rui Peres Jorge]

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«A situação do país é tão grave, tão grave que não se pode admitir queixas permanentes, a única coisa que é necessário é estarmos unidos para recuperar rapidamente o país. O que é recuperar rapidamente o país? É investir, é reduzir os défices e as dívidas e criar emprego»,
dizia-nos em Maio de 2010 o homem que foi agora pagar impostos para a Holanda.

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Em início de ano, lições sobre produtividade

por Miguel Marujo, em 03.01.12

«A família Soares dos Santos, principal accionista (56,14%) da rede de supermercados Pingo Doce e Recheio, transferiu o seu capital para a Holanda. Dito de outro modo: deixa de pagar impostos em Portugal. [...] Alexandre Soares dos Santos, patriarca da família, o homem que nos últimos anos não fez outra coisa senão dar lições de moral aos portugueses, em sucessivas entrevistas e programas de televisão («Plano Inclinado», etc.) pagos com os nossos impostos, mandou às urtigas o interesse nacional. O povo que suporte o agravamento fiscal. Ele foi pastar para outra freguesia.» [Eduardo Pitta]

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Assombro destes dias

por Miguel Marujo, em 02.01.12
para o Manuel

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O meu filme do ano

por Miguel Marujo, em 02.01.12
Não vi filmes nas salas. Por isso, este é o filme do (meu) ano.

Não faço listas do ano que passou; não vi filmes em salas, não ouvi todos os discos que queria, nem li tudo o que acho merecedor, blogues incluídos; por isso, recordo 2011 naquilo que me interessa, nas coisas e pessoas que merecem ser citadas. A destempo, aqui vou deixando notas dos dias que passaram no ano passado.

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2012, um conto

por Miguel Marujo, em 01.01.12

«Ano novo, vida nossa

 

Bateram as doze badaladas e anunciaram que tínhamos ficado em 2011. Na televisão, um comentador explicava: “seria uma irresponsabilidade mudar de ano agora, em plena crise”. O colega de debate, especialista em finanças cronológicas, concordava: “não estamos em tempo de comprar novos calendários, as pessoas têm de compreender que é preciso fazer sacrifícios”.

 

Claro que nem toda a gente aceitou pacificamente a ideia. Milhares de jovens que iam fazer 18 anos em 2012 organizaram manifestações pelo direito ao futuro: “não queremos ficar com as nossas vidas congeladas”, gritavam nas ruas. Movimentos de cidadãos fizeram uma jornada contra o “recuo histórico” que significava voltar ao passado. Houve uma greve por um novo calendário e por melhores condições de vida. Clandestinamente, alguns começaram a produzir calendários alternativos e a funcionar com as datas de 2012. O Governo explicou que era “totalmente inviável” mudar de ano. Sugeriu que os jovens emigrassem. Perante os protestos, ameaçou prender quem tentasse fazer um ano novo à revelia do acordo estabelecido com parceiros internacionais.

 

De repente, as praças foram ocupadas pela gente. Fizeram-se músicas, contos, poemas, filmes sobre os futuros possíveis: como seria um ano novo? As pessoas começaram a criar aquilo de que falavam. Aguentaram semanas na rua, numa lenta impaciência. Até que um dia o poder viu-se impotente: já não restava ninguém em 2011.»

 

 

José Soeiro (O jornal Público pediu ao ex-deputado do BE que, em pouco mais de 1000 caracteres, escrevesse uma mensagem com desejos para 2012. "Saiu isto e foi publicado ontem")

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