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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Julho 12, 2011

Belém à escuta

Miguel Marujo

«Ou o que o Presidente da República dizia há um ano não fazia sentido e Cavaco Silva, para prejudicar o governo, não hesitava em trair o seu País através do silêncio; ou o que diz hoje está errado e para defender um governo não hesita em ser irresponsável. Ou o seu silêncio era oportunista ou as suas palavras são imprudentes. Não se pode dizer para não recriminar quem depois se ataca só porque o partido que governa muda entre uma declaração e outra.» [Daniel Oliveira]

Julho 09, 2011

Ignorância

Miguel Marujo

Cavaco veio chamar de ignorantes, aconselhando estudo a quem notou que o senhor mudou de opinião depois das eleições sobre as agências de rating. Ignorante é o senhor, que atira areia para os nossos olhos ao não assumir que antes não tinha de defender um governo socialista, enquanto que agora tem de defender o governo dos partidos que o reelegeram. Ao Presidente falta-lhe chá, mas isso já o sabemos há muito.

Julho 07, 2011

Sem caridade

Miguel Marujo

Este alinhamento com uma corrente ideológica que espezinha mulheres e homens deste país não merece qualquer caridade. O patriarca volta a falar do que não sabe, volta a dizer inanidades.

 

«O cardeal patriarca de Lisboa, José Policarpo, considerou hoje que o corte anunciado pelo Governo no subsídio de Natal é uma medida equilibrada porque não atinge os portugueses com menores rendimentos nem discrimina ninguém.

"Esta proposta tem o cuidado de não atingir as pessoas com rendimento mínimo. Quem recebia muito paga muito e quem recebia pouco paga pouco, não há discriminações", argumentou.

José Policarpo, que falava à agência Lusa à margem da cerimónia de inauguração do novo espaço da Comunidade Vida e Paz, em Chelas, defendeu que os portugueses devem apoiar o novo Governo para que seja possível "recuperar" o país.

"Todos nós devemos estar preparados para as medidas equilibradas que nos forem apresentadas para recuperar Portugal. Temos de colaborar com o Governo para que seja possível cumprir os nossos compromissos externos e possamos pôr Portugal a funcionar com esperança, vitalidade e genica", sublinhou.» [Lusa]

Julho 06, 2011

Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)

Miguel Marujo

 

A única mulher que uma vez me fez ponderar um voto à direita ( para umas autárquicas, claro, mas acabei salvo por uma viagem), morreu hoje. A marca indelével das pessoas fica nas convicções, mas mais do que isso sente-se no elogio sincero de todos, da direita à esquerda. E talvez a sinceridade das palavras de João Semedo, do BE, diga muito sobre a vida de Maria José Nogueira Pinto.

Julho 06, 2011

É pra meninos e meninas

Miguel Marujo

O novo álbum dos Clã é uma proposta de música para crianças - como o de B Fachada é pra meninos. Logo alguma crítica desconhecedora louvou estes (muito bem aplaudidos, diga-se) em detrimento de um mercado que, argumentavam, infantiliza as crianças, que não tem propostas inteligentes. A conclusão é que desconhecem o que se faz de música infantil de forma inteligente, fora dos pandas e carochinhas. Três exemplos, que misturam livro e CD, num conjunto com boas ilustrações: Sementes de Música, Canta o Galo Gordo (os dois editados pela Caminho) e Cantar Juntos (vol. 1 e 2, ed. A Par), que se encontram facilmente em qualquer boa livraria/FNAC. E já não trago aqui outros projectos igualmente elaborados musicalmente, mas mais antigos, como Contarolando, que envolve o escritor valter hugo mãe, Bom dia, Benjamim (esgotadíssimo) ou Canções de Embalar, um ábum notável de Nuno Rodrigues, "antigo" Banda do Casaco.

Julho 04, 2011

Independentes

Miguel Marujo

Passos Coelho elogiou os independentes do seu Governo, lamentou a derrota de um independente para a presidência da Assembleia da República, de uma forma insultuosa para os anteriores presidentes e para a sua segunda escolha. Hoje Nobre deu razão aos que desdenham da suposta independência de independentes candidatos. Achincalha a democracia e o voto popular, ao renunciar a deputado porque não teve o rebuçado que se achava merecedor.

 

A ofensa final é expressa na carta de renúncia de Nobre: «É com alguma tristeza que me afasto das funções de recém-eleito deputado, mas estou certo e ciente de que serei, como já referi, mais útil aos portugueses, a Portugal e ao mundo na ação cívica e humanitária que constitui a minha marca identitária.» Quer-se dizer que se fosse presidente da AR a sua acção humanitária seria dispensável.