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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Junho 14, 2011

Grã-Cruz da Ordem de Cristo (reflexo)

Miguel Marujo

«O Portugal de Cavaco deixou nessas terras esquecidas o bilhete postal que hoje se exibe: pobreza, miséria e abandono. E é preciso ter uma grande lata para vir agora falar nestas gentes entregues à sua sorte e dizer que a «frugalidade e o seu espírito de sacrifício são modelos que devemos seguir». A narrativa sobre o País rural e honrado, pobrezinho e remediado, vem de longe. É uma narrativa velha e relha, com autores conhecidos, agora reciclada para efeitos de austeridade e remedeio.» (Miguel Carvalho)

Junho 14, 2011

Grã-Cruz da Ordem de Cristo

Miguel Marujo

(concedida por destacados serviços prestados no exercício das funções da Administração Pública)

 

«para salvar Portugal de um procedimento comunitário por défices excessivos em 2003, o Governo de Durão Barroso titularizou dívidas fiscais, para receber do Citigroup, de uma só vez, a quantia de 1760 milhões de euros. Mas a ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite nunca especificou qual seria o "preço" a pagar pelo Estado. A auditoria do Tribunal de Contas (TC) à operação de titularização, ontem divulgada, refere que, só até Fevereiro de 2010, o custo em juros e despesas de operação foi de 300 milhões de euros».

Junho 14, 2011

Regressar

Miguel Marujo

Aqui estou de regresso. Em Estocolmo, eram escassos os ecos de um país em transição, agrilhoado entre um empréstimo de juros irresponsáveis e umas eleições que abrem a porta a muitas soluções que vão doer ainda mais. Muito mais. Mas ficámos todos mais sossegados com uma Grã-Cruz da Ordem de Cristo para Ferreira Leite e um discurso de António Barreto agora investido de uma moral intocável sabe-se lá porquê. Cinco dias longe de quase tudo ajuda a respirar. Mas no conforto de outros países também nos confrontamos com as nossas supostas fragilidades, para "descobrirmos" que Portugal não é tão mau como o pintam estes barretos do restelo, nem o mundo dito primeiro é exemplo em tudo. Uma nota, pois (sem presunção): fôssemos todos mais viajados, não vivêssemos tão acantonados e o nosso país seria melhor, muito melhor.