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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Março 10, 2011

Precários

Miguel Marujo

Os deputados descobriram-se precários, com a perspectiva de uma legislatura interrompida. Da direita, Portas avisa que mais vale um emprego precário na mão, do que o desemprego. Trata-se do grau zero da política: apostar no mínimo denominador comum. Mas nenhum deputado será precário como os precários de facto. O que uns e outros ganham, faz a diferença, e qualquer precário trocaria com Portas. Ele e' que nao.

Março 10, 2011

Da memória: palavras tardias

Miguel Marujo

«[...] Apelar a medidas conjunturais de combate ao desemprego não custa se não se disser quais. Apelar aos jovens e a um sobressalto cívico depois de ter enxameado o país de universidades de vão de escada quando foi primeiro-ministro, instituindo a cultura do salve-se quem puder e se puder tente salvar-se à sombra de um partido com um diploma obtido sabe-se lá como, não é bonito. Falar em reformas depois de ter estado mais de uma década no poder como primeiro-ministro e após cinco anos em Belém, falhando as reformas de que o país nessa altura, como hoje, carecia, deixando-o envolto em sombras, escândalos e entregue aos BMW do bloco central dos interesses que geraram os BPN e BPP da nossa desgraça recente, para vir agora fazer um discurso como o que produziu, deixa antever o pior. Ignorar o que aconteceu em Wall Street, na Irlanda ou na Grécia, revela a existência de uma agenda própria. E falar em transparência do Estado e das instituições é de quem já se esqueceu do caso das escutas, da protecção aos amigos e da falta de esclarecimentos sobre os negócios em que andou metido com Oliveira e Costa e o clã da Coelha. Pagar impostos todos pagamos, mas nem todos o conseguem fazer pelas razões que ele o fez, mesmo que o quisessem. [...]» (Sérgio de Almeida Correia)