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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 06, 2011

Coisas demasiado óbvias

Miguel Marujo

«EARLY this month, a massive new railway tunnel opened for the first time. It was finished six months early and nearly 10% under budget. So by now you know this didn't happen in America (or Britain, for that matter.) No, this feat of modern engineering (and good government) was completed in the Swedish city of Malmö, just across the Oresund bridge from Copenhagen, Denmark.»

 

Duas notas: o exemplo escandinavo no tempo de execução e no orçamento, com a piada da Economist ao facto disto não ser possível na América ou na Grã-Bretanha (repare-se: a prestigiada revista não falou dos PIGS!); e o facto de em países desenvolvidos se apostar a sério no comboio para a mobilidade das pessoas.

[E um obrigado ao Luís, que de Copenhaga nos lembra que há um mundo onde isto é possível.]

Janeiro 06, 2011

Coisas óbvias

Miguel Marujo

Armas roubadas de um quartel dos comandos leva à questão óbvia: nem os militares de elite protegem ou estão imunes a tentações de dinheiros fáceis, apesar do que ganham. Pensar isto, é pensar - como o PCP - que devíamos voltar ao serviço militar obrigatório. Não. Pensar isto, é pensar ainda mais radicalmente: acabar-se com as Forças Armadas, fonte de despesismo (submarinos, blindados, armas) sem qualquer mais-valia para o país. As funções óbvias de soberania (protecção e controlo das águas territoriais, segurança do território) seriam adequadamente realizadas por um corpo de polícia marítima e terrestre. O resto, a fantasia do perigo invasor, é coisa do século passado. As fronteiras diluem-se, e as armas não merecem existir: o mundo seria um lugar muito mais seguro.