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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Dezembro 06, 2010

Totalitarismos

Miguel Marujo

Acho graça que se queira assacar ao cristianismo/religião os crimes de regimes reconhecidamente criminosos, quando o totalitarismo nada tem a ver com cristianismo/religião, e se queira lavar as mãos do ateísmo em casos de regimes que são reconhecidamente materialistas/anti-religiosos. Ou o totalitarismo só serve para brandir o preconceito anti-religioso? Ah, pois.

 

 

[breve reflexão sobre o tema, a partir disto e de comentários inscritos por lá.]

Dezembro 04, 2010

4 de Dezembro de 1980

Miguel Marujo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há 30 anos, adoeci ao fim da tarde - só soube do que se passou na manhã seguinte. Não vi Raul Durão, nem Henrique Garcia a noticiarem o que aconteceu em Camarate. A minha gripe desse dia não foi também metáfora para o País, apesar dos mitos que ali nasceram - o de Sá Carneiro, e o do País doente.

Dezembro 04, 2010

Princípios leva-os as eleições

Miguel Marujo

Cavaco recusava-se sempre comentar o que dizia ser política interna quando estava no estrangeiro. Invocava sempre isso para se escusar a dizer um ai que fosse. E repetia a banalidade, como se o mundo hoje não estivesse todo ao alcance de um clique. Agora, na Argentina, Cavaco quebrou a regra: para criticar uma decisão do Governo dos Açores (o homem fixou-se no anticiclone, está visto!, depois do estatuto da região), por acaso socialista; e para (imagine-se) esclarecer um aspecto da sua recandidatura. Ah, os princípios. Essa coisa que atrapalha uma campanha sem outdoors.

Dezembro 04, 2010

A mulher do sogro casado em segundas núpcias

Miguel Marujo

"O sogro casou em segundas núpcias com Maria Mendes Vieira, com quem reside e com quem o declarante não priva."

 

Esta frase passou pela espuma destes dias, sem que muitos se vissem levados a comentá-la. O naco de prosa duvidosa não é de uma revista cor-de-rosa, em que o seu autor lava as mãos de um qualquer escândalo que anda nas bocas do social. Não, este breve texto é escrito por Aníbal Cavaco Silva, num questionário à PIDE, já referido neste blogue, em 1967. O que há de importante no mesmo texto? A frase é escrita porque «num espaço reservado para observações, [Cavaco] entendeu que devia prestar uma informação adicional sobre a família». A informação só na aparência é inodora, mas toda ela cheira mal: um homem que, sem que lhe seja pedido, quer deixar escrito perante os esbirros da PIDE que lava das suas mãos qualquer actividade da mulher do sogro. Pena é que não saibamos o que fazia Maria Mendes Vieira. Cá para mim, deve ser mulher de admiração.

Dezembro 04, 2010

Estes juros de dívida é que deviam ser tidos em consideração pelas agências de rating

Miguel Marujo

«Italy, the United States, Greece, Belgium and the United Kingdom top a list of two dozen developed countries that let their most vulnerable children fall even further behind, with enormous consequences not only for the youngsters themselves but for the economy and society at large, according to a new United Nations report released today

 

[e uma das conclusões...]

 

«4. The lowest levels of inequality for health are registered in the Netherlands, followed by Norway and Portugal, while the widest gaps are found in Hungary, Italy and the United States.»

Dezembro 02, 2010

Não há dividendos

Miguel Marujo

Os dividendos ficaram na gaveta socialista do PS-defensor-do-estado-social. Onde o PS não tem dúvidas, afinal, é no corte do salário mínimo já decidido para 2011. Ah, leão, assim é fácil decidir. Não sei porquê, de repente, lembrei-me de ataques corporativos a uma certa ideia de Ferreira Leite. Agora vão lestos pela sombra a copiá-la. Dá-me náusea. Porque há outras maneiras de fazer e estar na política. E há alternativas a esta obsessão de corte e costura.

 

 

 

 

 

 

[a imagem é retirada de um post corporativo de Abril de 2009... a caminho das eleições.]

Dezembro 01, 2010

Eu não escreveria melhor

Miguel Marujo

«Em que é que a facilitação dos despedimentos que o Partido Popular Europeu nos pretende impor por intermédio da Comissão Europeia e do BCE contribui para reduzir o desemprego num momento como o actual?

Ainda se as reformas laborais sugeridas visassem reduzir os custos da contratação, poder-se-ia perceber; mas reduzir as barreiras ao despedimento conduz directamente ao aumento do desemprego.

Por outro lado, em que é que a facilitação dos despedimentos contribui para reduzir o défice das contas públicas? Mais desemprego implica mais subsídios de desemprego e, logo, maior pressão sobre a segurança social. Nada menos apropriado nas circunstâncias actuais.

As propostas da Comissão não têm nada a ver com a superação da crise, trata-se apenas de uma tentativa de aproveitamento da situação para agravar a condição dos mais fracos.» [

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