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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Dezembro 23, 2010

Honesto, et pour cause

Miguel Marujo

Cavaco Silva bateu no peito. Todos o sabemos. Insuspeitíssimo. Mas já agora: importa-se de esclarecer de uma vez por todas porque aguentou Dias Loureiro tanto tempo como conselheiro de Estado? Se não for esforço a mais, agradecíamos. Sempre se punha uma pedra no assunto.

Dezembro 22, 2010

Prenda

Miguel Marujo

O salário mínimo nacional não vai ser aumentado para os 500 euros previstos, a 1 de Janeiro. Os nossos patrões são assim: empreendedores - para os bolsos deles. Este aumento teria um impacto reduzido, mas eles preferem os trabalhadores pobres e remediados e não funcionários motivados e a ganharem melhor. A pobreza é grande, mas entre o nosso patronato. E triste, triste, é o Governo alinhar nesta prenda de Natal.

Dezembro 21, 2010

Abastecimentos

Miguel Marujo

As gasolineiras já avisaram que vão ter de aumentar os combustíveis a 1 de Janeiro. Queixam-se do IVA, que passa de 21 para 23%, para o fazer. Ao contrário de outras empresas, as gasolineiras estão-se nas tintas para os consumidores e não absorvem o aumento às suas custas, apesar dos lucros obscenos. Basta um exercício simples, para perceber quem são os culpados dos preços que pagamos: em 2009, o petróleo atingiu máximos históricos obrigando as gasolineiras (diziam elas) a aumentar quase todos os dias os preços. Mais de um ano depois, o petróleo está bem longe desses máximos, mas nas bombas os preços não - devem estar mais caros, até. A Autoridade da Concorrência não existe e as gasolineiras vão chupando. A culpa claro é delas, não do aumento do IVA.

Dezembro 20, 2010

A política e a caridade

Miguel Marujo

«A publicidade, de índole claramente eleitoral, dada por Cavaco Silva à sua visita a uma festa de pessoas sem-abrigo e a memória de Fernando Nobre da criança que corria atrás de uma galinha com um pedaço de pão no bico marcam, da pior maneira, o debate sobre a relação entre a política e a pobreza em Portugal.

Não pretendo fazer juízos de valor sobre intenções subjectivas. Preocupa-me apenas a visão que estes dois episódios dão à sociedade portuguesa, neste momento, sobre o que deve ser a intervenção política no mundo dos pobres.

A plataforma programática da candidatura de Cavaco Silva é a apologia, explícita ou implícita (conforme convém), dessa máquina imensa de produzir pobres que é o capitalismo predador que hoje domina.

[José Manuel Pureza]