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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 15, 2010

Muito mal, mesmo

Miguel Marujo

O Governo gastou com o BPN mais do dobro do que gasta com o subsídio de desemprego. Logo: o desemprego e o apoio aos desempregados devem ser a prioridade do país. Acabando de vez com a reprovação social de quem olha para o subsídio de desemprego como um fundo de preguiçosos, que não é, nem nunca foi.

Janeiro 15, 2010

Sugestão (repescada dos comentários)

Miguel Marujo

(do António)

Miguel, há um post também no Religionline, colocado pelo Eduardo Jorge; acabei de enviar um mail ao bispo, através do site da diocese de San Sebastian; também preferia que usasses outra linguagem; mas sugiro, a quem queira, que vá ao sítio da diocese e, no "escribenos", envie uma mensagem com este teor (ou semelhante) - mas ATENÇÃO à assinatura no final:

 

Ao obispo José Ignacio Munilla quiero decir, como cristiano y católico que soy, que lamento profundamente sus declaraciones a propósito de Haiti; son declaraciones que insultan a Jesucristo, pues la pobre gente de Haiti sufre la Pasión que Jesucristo ha sofrido. Es lamentable que este señor hable en nombre de la iglesia de Jesucristo, que ha tenido toda la misericordia para todos los que sufrian. Son personas como este obispo que hacen que cada dia haya mas gente a quien no le gusta la Iglesia, porque esta (estas personas) se preocupa(n) más con reglas morales y proibiciones, que con hacer felices las personas, creadas a la imagen y semejanza de Dios. Rezo por usted, obispo Munilla, para que se convierta a Jesus.

[ASSINATURA]

(esperando que el message sea entregue ao obispo)

Janeiro 14, 2010

Este hijo de puta* foi nomeado bispo. Podemos nós comungar com um homem assim? Não, claro que não

Miguel Marujo

El ultraconservador obispo de San Sebastián, José Ignacio Munilla, ha asegurado hoy que "existen males mayores" que los que están sufriendo "los pobres" en Haití, como "nuestra pobre situación espiritual".

En esos términos se ha expresado en una entrevista a la Cadena Ser, sobre una catástrofe que hasta el momento ha causado decenas de miles de muertos y tras recomendar a Zapatero evite acercarse a tomar la Comunión por su ley del aborto.

"Lamentamos muchísimo lo de Haití", ha puntualizado, "pero igual deberíamos, además poner toda nuestra solidaridad y recursos económicos con esos pobres, llorar por nosotros y por nuestra pobre situación espiritual".

"Quizá es un mal más grande el que nosotros estamos padeciendo que el que esos inocentes están sufriendo", ha sentenciado. [a notícia completa no Publico.es, numa dica do Diogo]

 

 

* - meço a expressão, que vai em espanhol para se adequar ao energúmeno que por se achar ungido pontapeia o Evangelho. Acho graça que se um católico assume a sua condição de homem de fé, com dúvidas, que acompanha o seu tempo, querendo que a vida seja plenamente defendida, aplaudindo o casamento gay, querendo que a mulher não seja penalizada pelo aborto, é logo vilipendiado. Mas um senhor como este Munilla é que pisa as vestes que traja, cospe na palavra de Deus e só me merece nojo. E estou a ser meigo.

Janeiro 14, 2010

Gatekeeping

Miguel Marujo

O Ocidente é sempre selectivo nas suas tragédias - um tsunami que atingiu o seu eldorado turístico teve muito mais impacto que esta tragédia no país mais pobre do hemisfério ocidental.

Janeiro 13, 2010

E pobres são como podres

Miguel Marujo

"Quando você for convidado pra subir no adro
da Fundação Casa de Jorge Amado
pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(Que são quase todos pretos)
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos, quase pretos de tão pobres
são tratados.
E não importa se olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados
para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados
de escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula.
Não importa nada: nem o traço do sobrado
Nem a lente do Fantástico, nem o disco de Paul Simon.
Ninguém, ninguém é cidadão.

Se você for ver a festa do Pelô,
e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti.

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.

E na TV se você vir um deputado
em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo,
qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça da democratização
Do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender
a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê
tanto espírito no feto
e nenhum no marginal.
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua
sobre um
saco de lixo brilhante do Leblon
E ao ouvir o silencio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos
são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos,
quase pretos de tão pobres.

E pobres são como podres
e todos sabem como se tratam os pretos

E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba

Pense no Haiti, reze pelo Haiti.
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui."

(Haiti - Caetano Veloso e Gilberto Gil)

Janeiro 12, 2010

Às escuras

Miguel Marujo

MAIS UMA VEZ
Para trabalhar tive que mudar de casa, de terra, de concelho, de distrito, porque a EDP, à primeira chuvada, corta a energia
.

 

Assim se lamenta Pacheco Pereira - que podia queixar-se ao seu co-militante António Mexia, putativo candidato a sebastião no PSD, homem providencial em meios comprometidos de Portugal, que em qualquer país já teria sido demitido pelo que se passou nos dias de Natal na região do Oeste, mas que por cá é aguentado como chefão da monopolista EDP.