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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Setembro 27, 2009

Do posto de observação

Miguel Marujo

Sejamos claros: o PSD perde em toda a linha e o CDS falha a maioria de direita e falhará o pódio (Deus queira!), obrigando assim Paulo Portas a engolir "a extrema-esquerda". O PS perde a maioria absoluta, mas não há como negar a vitória reforçada face ao desastre das europeias e depois de quatro anos e meio de casos.

Setembro 27, 2009

Regressos

Miguel Marujo

O Benfica voltou a golear e o Beira-Mar já é quarto, a praia estava boa, os banhos de fim de dia na piscina refrescavam, o dia de reflexão continua a ser hipocritamente cumprido, o país está a votos, nós por nós detestamos políticas ditas de verdade que vivem ocas de asfixias inventadas e por isso já votámos. Este blogue retoma a sua vida. As férias finam-se, com o regresso antecipado ao trabalho. "Marujos com sorte não são marujos", lê-se nos Passageiros do Vento. Quem sabe, quem sabe...

Setembro 23, 2009

Cirandar

Miguel Marujo

Ferreira Leite enganou-se: não há asfixia, há engasganço. Mas em Belém, não em São Bento. Eu vou continuar a cirandar por aí. Sabe bem. Chama-se tempo higiénico, para evitar estes arroubos de quem nunca prezou muito a democracia, como se vê na Madeira, mas agita fantasmas que lhe convém.

Setembro 12, 2009

Lisboa que amanhece

Miguel Marujo

Vai cinzenta, fresquinha, Lisboa. A pedir sol. Por mim, arranco amanhã. A asfixia democrática fica aí a palpitar com todos a falarem (coisa que nunca aconteceria num país asfixiado), a campanha fica aí com todos a gritarem. Eu por mim, regresso para decidir contra verdades que tentam fazer-nos esquecer o que eles fizeram quando por lá andaram, a comprar submarinos, a tirar fotocópias à noite, a passar recibos a jacintos leites capelos regos, a aumentar impostos e a mandar cargas policiais.

Setembro 12, 2009

Terraços

Miguel Marujo

 

A Time Out desvela terraços de Lisboa esta semana, na semana em que o do Mercado do Chão do Loureiro se torna petição, em defesa da sua manutenção. Lisboa ilumina-se à noite para quem ali vai e a luz deita-se nas colinas para quem se senta durante o dia. O que é bonito pode acabar. Mas a ideia de acabar com este mercado é de quem quer carros-carros-carros na cidade. Chama-se Santana Lopes e protesta... pelas obras só agora serem anunciadas.

Setembro 11, 2009

Asfixia (comentário final)

Miguel Marujo

[...]

Em Portugal,
no ano de 2009,
no ano em que tudo
se diz e lê em blogs, twitters, facebooks, jornais, telejornais, rádios,
no ano em que
a opinião explode
por todo o lado
e ninguém se cala
mesmo quando

os ouvimos gritar
que há quem 
os queira calar,
falar de «asfixia democrática»
é um sound bite.
Uma invenção em loop
que se torna ridícula,
pegajosa.
Quantos de nós
não estão igualmente
cansados,
fartos mas fartos de os ouvir
falar de «asfixia democrática»?
Nunca em Portugal
se falou tanto,
se disse tanto e assim
se continua a falar,
a escrever, a denunciar
em roda livre,
para o mal, para o bem,
pensado, bem pensado,
assim-assim, à bruta, delicado,
a direito, em viés, em todas as direcções
e para todos os estilos.
É grosseiro falar de «asfixia democrática»
num país com um longo passado
de presos políticos,
deportados, tortura,
polícia política, repressão sistemática
institucionalizada
censura férrea.
É grosseiro falar em «asfixia democrática» 
quando se observa e sente
que não há
«asfixia democrática»
coisa alguma
mas apenas
sound bite político em loop.
Sound bite que
fatiga mas nem sequer se estranha ou entranha,
sound bite rotineiro
que perde efeito,
afasta-se e afasta 
e se transforma em coisa alguma, nada.
Até ser o que se ouve
até deixar de se ouvir.

Fátima Rolo Duarte

Setembro 09, 2009

Trópicos

Miguel Marujo

Aqueles trovões que me acordaram hoje, baralharam-me. Não estava nos trópicos, apesar do calor, é mesmo Lisboa (apesar das férias).

Setembro 09, 2009

Modorra

Miguel Marujo

Entra-se no banco, janta-se com amigos, tropeça-se nos jornais, descobre-se a praia, mergulha-se nas palavras. Muito para fazer enquanto não chega domingo e não se zarpa para paragens mais amenas, sem eleições ou contricções.