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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 28, 2009

Agora sem acentos

Miguel Marujo

Hoje arrancam debates, sessoes, exposicoes, mostras, manifestacoes. Espreito rapidamente na sala de imprensa os jornais portugueses e descubro-os todos preocupados com um porto da liberdade. Mas nao, nao falam de Belem, falam de uma coisa que aterrou em Alcochete. Mundo pequenino, esse.

Janeiro 28, 2009

Belém. Meia dúzia de linhas em linha lenta

Miguel Marujo

A net continua à velocidade da pedra, o calor pega-se à pele, os corpos denunciam-no, a chuva vem rigorosa pela tarde, às 15h/16h, os mosquitos roubam-nos a paciência, o Fórum é uma amálgama de gentes, ideias e vontades, Belém tem um charme dolente, a saudade impregna-se em edifícios velhos, Jesus é sucesso gritam carros de vidros fumados, a polícia mostra-se muito no meio de moleques, a manga chega ao porto em horas de viagem, urubus esvoaçam os restos do mercado, o eléctrico que parece só existir em carris e sinais, a Rua de Aveiro que existe no mapa, mas que não vi. Belém entranha-se.

Janeiro 24, 2009

O mundo desagua em Belém

Miguel Marujo

Um convite inesperado e o ok do jornal leva-me nos próximos dias à foz do Amazonas. Parece que terei lá Lula, Morales, Chávez ou Lugo (a acompanhar-me, what else), e a nossa direita vai aproveitar para zurzir no folclore, esquecendo que ali germinaram muitas ideias interessantes. A ver se trarei coisas que valham a pena. Aqui. E nas páginas do jornal.

Janeiro 23, 2009

Simplex... qb

Miguel Marujo

Contas antigas com a Segurança Social obrigam-me a ir ao balcão. Esquadrinhei a carta à procura de um código para o multibanco. No atendimento, confirmam-me: não, só pode fazer estes pagamentos nos nossos balcões.

Janeiro 22, 2009

A formiga no carreiro

Miguel Marujo

Como tudo já parece ter abafado as palavras do cardeal-patriarca, constatemos: parece que pelo menos para uma coisa boa serviram. Descobriram-se mil e uma coisas positivas no islamismo, não se pintou durante uns dias a realidade árabe e a diversidade muçulmana a preto e branco.

Janeiro 22, 2009

Situacionista

Miguel Marujo

  De dedinho em riste, assobiando...

 

JPP, assim se apresentou na blogosfera nos seus ditos primórdios, mais tarde Pacheco Abrupto Pereira, interrompeu o seu exercício pequenino do último ano e meio (cartas de leitores mais fotos mais poemas mais livros mais textos da imprensa onde escreve) para nos entreter com uma alegada interpretação do situacionismo da comunicação social portuguesa. A ver se nos entendemos: o comentador do Público, SIC-N (e às vezes SIC), Sábado, RCP e internet [sim, leram bem, Pacheco ocupa todos os meios de comunicação social, tem mais audiência que muitos jornalistas portugueses] zurze na suposta preferência dos jornalistas para baterem no PSD e apoiarem o PS.

 

Percebemos bem, com os exemplos dados, o que incomoda Pacheco: se um jornalista dá voz às críticas a Ferreira Leite e ao PSD, mesmo que de um laranjinha, é situacionista, pró-socrático; se um jornalista calha escrever ou entrevistar uma voz da oposição, mesmo que socialista, a Sócrates já é um anti-situacionista.

 

Não cabe na cabeça de Pacheco que um jornalista seja apenas factualista. Por exemplo: Ferreira Leite disse uma mentira grosseira sobre um profissional da Lusa. Pediu desculpa? Não. Aliás, Aguiar Branco não a corrigiu, sublinhou ainda mais a mentira. O que nos afirma Pereira? Que os jornalistas é que são situacionistas ao dar esta notícia - da mentira de Ferreira Leite. Percebemos tudo muito bem: Manuela disse que não deviam ser os jornalistas a definir os critérios editoriais (talvez os senhores da S. Caetano à Lapa); Aguiar Branco esclareceu que o PSD questiona os critérios editoriais. Pois: JPP seria um bom director para todos os órgãos de comunicação social. Deixávamos de ter situacionismo. Teríamos o povo livre, herr diktator.