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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Novembro 18, 2008

Truncada

Miguel Marujo

Agora percebe-se porque queria Ferreira Leite controlar a comunicação social, decidir o que esta diz. Depois das suas espantosas intervenções sobre a democracia suspensa, Manuela veio dizer que lhe truncaram as palavras. Pois, pois...

Novembro 18, 2008

Ferreira Leite falou. No final de um almoço

Miguel Marujo

 

 

«A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se "não é bom haver seis meses sem democracia" para "pôr tudo na ordem", a propósito da reforma do sistema de justiça. No final de um almoço promovido pela Câmara de Comércio Luso-Americana, Manuela Ferreira Leite elegeu a reforma do sistema de justiça "como primeira prioridade" para ajudar as empresas portuguesas. Questionada sobre o que faria para melhorar o sistema de justiça, a presidente do PSD demarcou-se da atitude do primeiro-ministro, José Sócrates, que "na tomada de posse anunciou como grande medida reduzir as férias do juiz".
Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Manuela Ferreira Leite declarou: "Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia...".
"Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se", observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: "E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia".
"Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar -- porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos", completou Manuela Ferreira Leite.» [da Lusa, sublinhados nossos, apesar de dispensáveis]

Novembro 18, 2008

Cantos de sereia

Miguel Marujo

Correia de Campos veio dizer que ele foi posto a andar na mesma situação que Lurdes Rodrigues. Sim, é verdade. E pela luta que os professores querem radicalizar, vê-se que isto já não vai lá com a actual ministra - ontem, desdobrou-se em cantos de sereia aos professores, mas supostamente mantendo o pé firme na avaliação. Bem vistas as coisas, quando já não se ouvem as sereias, a democracia funciona - a da rua, claro. O Pacheco fica com urticária, mas funciona.