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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Julho 24, 2008

Grande mestre

Miguel Marujo

O Luís, pois claro. Uma nota máxima no mestrado, em educação não formal. Duas notas: merecerá leitura. E merece espanto, depois de tudo pago dizerem que ainda tem de pagar o diploma se quiser pedir um certificado de habilitação no mestrado. O ensino superior português, que se financia na secretaria, não merece mestres assim.

Julho 23, 2008

Às armas

Miguel Marujo

Ontem um ex-combatente entrou numa clínica e disparou contra uma funcionária. Era cigano? Preto? Não. Com este haverá comiseração. Por isso, nesta história, vale a pena lembrar o óbvio - sobre as armas - como fez a Comissão Justiça e Paz:

 

«O tiroteio na Quinta da Fonte, em Loures, entrou-nos casa dentro, na tarde da sexta feira 11 de Julho de 2008, por obra da televisão, para despertar, brutalmente, a sociedade portuguesa para a realidade da proliferação das armas e para o triste cortejo de fenómenos na sua origem ou a ela associados que, de uma vez por todas, urge encarar de frente, com coragem, para que sejam erradicados. Em primeiro lugar, a proliferação das armas, legais ou ilegais. As primeiras são um milhão e quatrocentas mil, pelas últimas contagens, oitenta por cento das quais de caça, as segundas não se sabe quantas, por definição, mas não serão menos de cinquenta a sessenta mil, número absolutamente preocupante.»

Julho 22, 2008

Acabe-se com as moedinhas

Miguel Marujo

O escudo já tinha despachado as moedas pequeninas (as pretinhas de um escudo e as de “dois e quinhentos”), quando chegou o euro com as suas moedinhas de um e dois cêntimos, que não servem para muito. Hoje em dia, tirando supermercados ou mercearias de bairro, em poucos sítios se pagarão os produtos com estas moedinhas. O resto já foi arredondado aos cinco cêntimos. Os italianos não foram de modas e acabaram com os um e dois cêntimos.

A EMEL não sabe bem o que fazer com a baixa do IVA. Acertar os preços dos parquímetros não é fácil, quando o tarifário só prevê intervalos de cinco cêntimos para pagamentos – e aumentos. Ora quando o preço tem de baixar um por cento por causa do IVA, a empresa de estacionamento de Lisboa não sabe o que fazer. Os parquímetros de rua não estão preparados para as moedinhas de um e dois cêntimos, logo, o IVA não baixa para os que estacionam nas ruas da capital. Das duas uma: ou a EMEL recauchuta rapidamente as suas máquinas ou aumenta _o tempo de estacionamento para o adequar à baixa de IVA. E o Governo pode ir pensando como os italianos: acabar com as moedas pequenas.

 

[crónica na edição de hoje do 24horas]

 

Julho 21, 2008

O virgem jornalismo das prendas

Miguel Marujo

É uma realidade sobre a qual um véu de silêncio se mantém: além da pressão dos departamentos de marketing e comercial dos próprios jornais, como a que relatei antes, há um mundo de oferendas a jornalistas com objectivos pouco claros. Qual é o limite que se estabelece para o gadget novo que se recebe - para divulgação - ou para a caixa completa de DVD com os Sopranos - para recensão? Que expectativas tem o divulgador ou produtor desse bem ao fazê-lo chegar ao jornalista? Ou o mundo das viagens oferecidas para isto e para aquilo, o que leva a que os jornais desinvistam em estar nos acontecimentos por critérios editoriais e aproveitem antes a boleia da editora ou da Presidência da República. O debate que falta fazer ao jornalismo é um mar de inquietações e dúvidas. Mas prefere-se sempre a manchete dos congressos médicos ou das promiscuidades empresariais.

Julho 21, 2008

Confusões

Miguel Marujo

De uma entrevista à Meios e Publicidade: «M&P: O Metro funciona muito como veículo para o marketing das marcas, que fazem frequentemente acções de sampling ou de marketing directo. Os leitores conseguem distinguir os gratuitos das marcas e valorizá-los como um produto editorial?
LR: Sim, nós temos muito cuidado nesse sentido. Temos uma bíblia editorial que é totalmente separada de tudo o que é acções da área comercial. Tanto em termos de layout, de visual e do jornal em si, não pode haver confusão para os leitor sobre aquilo que é uma acção das vendas, e aquilo que é um conteúdo editorial. Nós somos um jornal muito afoito para fazer coisas inovadoras na área comercial, mas muito tradicional naquilo que tem a ver com isenção e rigor dos conteúdos editoriais. Não vendemos conteúdo editorial. Por aí não há confusão.»

Claro que não há confusão. Tirando aquele dia em que me chatearam com um artigo sobre cuidados alimentares das crianças porque a médica Isabel do Carmo dava o (mau) exemplo do Mini Milk da Olá (citada entre aspas) e esta empresa retirou uma campanha e todos me chatearam o juízo porque devíamos ter omitido a marca no texto e falado genericamente de gelados.

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