Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Junho 12, 2008

Oh, já acabou

Miguel Marujo

Depois da corrida às bombas, o Governo negociou e acertou tudo com os camionistas. Esta é a prova que os portugueses nunca abandonarão o seu automóvel em detrimento do transporte público. Ok, parece que há alguns que já trocaram o carro pelo comboio ou autocarro, quando o mês aperta, mas o português prefere esperar numa longa fila a ter de deixar o carro apeado.

Junho 11, 2008

1-1 (aos 40')

Miguel Marujo

E de repente, à euforia do golo, sucede-se o empate com o tom dos comentários televisivos a arrastar-se próximo da depressão. E no Marquês, lá em baixo, não há vibração entre o público. É o país deprimido a lembrar-se que existe...

Junho 11, 2008

Pouca terra, pouca terra

Miguel Marujo

Havia linhas de comboio pelo país que Cavaco matou, alargando a rede de auto-estradas, que faziam falta, mas passaram a ser o único desígnio nacional. Agora, lamentamos que ficamos sem produtos frescos e combustíveis porque os camiões pararam. Fossem os comboios alternativa...

Junho 11, 2008

Este dia

Miguel Marujo

Saiu-me cheio de raça este dia, para não desdizer o Presidente: os anos do Tó, o sol, a feira do livro, muitos bons encontros no sobe e desce do Parque Eduardo VII, o RAP a deixar "uma espécie de beijo" para a M., e ao fundo o Tejo que se espreguiçava. A Lisboa de mil cores deve incomodar os senhores, como o Presidente, que falam de raça nestes dias.

Junho 09, 2008

E se os analistas fossem a banhos

Miguel Marujo

Os excessos do futebol só me chateiam fora do relvado. Gosto do jogo jogado, passe o pleonasmo, não de ouvir as intermináveis horas sobre as incidências do jogo. Mas, do outro lado, também há excessos. Há quem ache que isto do campeonato europeu é óptimo para aguentar o barco de Sócrates até ao dolce fare niente do Verão, que já aí está.

 

Estes mesmos analistas esquecem que, também eles, trabalham menos com o calor, adoram espreitar a peladinha, e esquecem mais ainda: foi em 2004, em pleno Euro, que os portugueses deram uma derrota estrondosa a Durão Barroso, então primeiro-ministro, que aproveitou a dica para se pôr a mexer para a Europa - e que se iniciou a contestação ao governo mais idiota que alguma vez governou Portugal, o de Santana.

Junho 09, 2008

Desacordo

Miguel Marujo

Em tempos de quase estagiário corrigi à socapa um texto do director-adjunto em que falava de um carregueiro à deriva na costa. Há dias o multipremiado-elogiado Miguel Sousa Tavares escrevia justiçeiro na crónica de A Bola, uma coisa normal, diz quem sabe nos jornais por onde ele vai cronicando. Já nem falo das muitas crónicas de Luísa Castel-Branco e Margarida Rebelo Pinto que editei/corrigi no PortugalDiário. Devia ter uma percentagem nos livros de crónicas. Posto isto: não percebo o desassossego com o acordo ortográfico, que já estava aprovado há 15 anos e que demorará seis anos a entrar em vigor. Preocupa-me mais o mal que se escreve, e não como se escreve ortograficamente... O meu Pai aprendeu por livros que diziam que mãe se escrevia mãi e Guimarãis era assim também: com i. Algures ele trocou o i pelo e e não se perdeu. Nós também não - e, verdade seja dita, só mudam dois por cento das palavras que usamos. Será assim tão mau?