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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Maio 31, 2008

Terrorismo

Miguel Marujo

Uma mala é despachada no check-in. Uma semana depois ninguém sabe onde pára. Se saiu do aeroporto de embarque, se ficou no de escala, se se perdeu à chegada, ou se foi embarcada por engano para outro destino exótico. Felizmente os livros embarcados não são manuais de como bem fazer umas sapatilhas artilhadas e a roupa não esconde instruções de como atingir alvos. A segurança nos aeroportos é fogo-fátuo.

Maio 30, 2008

Blogoquê

Miguel Marujo

Os blogues viram nascer os Gatos Fedorentos, alguns dos opinadores mais interessantes que hoje escrevem nos jornais (à direita e à esquerda), gente que escreve muito bem, fotógrafos espantosos, cidadania a rodos. Perante tudo isto, ontem à noite, a SIC fez um debate velho, com gente que não percebe nada disto (Rodrigo Guedes Carvalho, mal preparado; Moita Flores que tem ideias sobre tudo; Rogério Alves que tem direito sobre tudo; e José Gameiro que foi o único a tentar pôr algum travão à coisa): do perigo do anonimato da blogosfera, com fantasmas de pedofilias e crimes à mistura. Com Pacheco Pereira a fazer o discurso de sempre (a blogosfera sou eu, era o seu desejo). Nada de novo, mas sem qualquer fundamento, sem qualquer dado. O exemplo clássico do plágio de Sousa Tavares e a licenciatura de Sócrates (este é aplaudido por PP, curiosamente), são recorrentes - e pouco para cinco anos* de blogues. Mas enfim. A ignorância faz caminho.

[e mais aqui, com uma autoridade ainda maior...]

* - os blogues têm mais tempo; mas foi há cinco anos que o fenómeno deu um salto...

Maio 29, 2008

Palavras

Miguel Marujo

"Modo de operação: nunca explicar, não pedir desculpa, nunca recuar". O ex-porta-voz da Casa Branca explica assim de forma eloquente a "sofisticada máquina de propaganda" montada pela Administração Bush sobre a guerra do Iraque. Para isto, os meus pais sempre me ensinaram outra palavra: mentira. E mentir é feio.


[dedicado a todos os que defenderam a guerra com estes pressupostos e hoje assobiam para o ar, como se nada fosse...]

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