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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Abril 10, 2008

Uma estátua para Jardim

Miguel Marujo

"Recomenda-se ao Governo Regional da Madeira que proceda à construção de uma estátua de bronze ou outro metal nobre, com cerca de 50 metros de altura, que represente o amado líder da Madeira Nova, dr. Alberto João Jardim ."
É desta forma que se inicia uma proposta de resolução apresentada por Baltasar Aguiar, o deputado do Partido da Nova Democracia (PND) na Assembleia Legislativa da Madeira.
Se fosse feita como no projecto, o monumento teria uma "escada" interior possibilitando aos seus visitantes ver a baía da "mui nobre cidade do Funchal, através dos olhos do seu amado líder". No mesmo tom, o documento prevê que a estátua possa rodar, acompanhando a luz do Sol, "como fazem os girassóis".
O autor da proposta explicou ao 24horas que se trata de uma resposta, à letra, ao projecto de resolução do PSD, que será aprovado hoje, de congratulação pelos 30 anos de governação do João Jardim : "Aquele texto só pode ser uma brincadeira, tem uma linguagem inaceitável e parece saído de um velho discurso albanês, de um povo que tem uma adoração pelo seu líder."
"Se aquele texto for a sério, então o do PND também o é. Os grandes líderes merecem uma estátua à sua altura", ironiza o deputado.

[texto Ricardo Vilhena/ilustração: 24 Horas; clicar na imagem para aumentar]

Abril 10, 2008

Precários

Miguel Marujo

A única precariedade que Menezes e Portas conhecem é a da sua condição de líderes. Nada mais. E é pouco: dali só lhes vem prestígio ao ego, eventualmente comendas e dinheiros casínicos ou eucalípticos. De resto, quando caírem, deixam de estar precários: voltam aos mil e um poisos que têm, ganhos a custo de muitas prebendas distribuídas. Por isso, quando falam da precariedade dos trabalhadores, custa-lhes pouco aceitá-la. Nunca o sentiram, sabem lá o que isso é.

Abril 10, 2008

Rasganço

Miguel Marujo

Se a Lusoponte assinou um contrato com o Estado claramente desvantajoso para o País, e muito bom para a empresa, com Ferreira do Amaral ministro (e Cavaco seu primeiro-ministro), é necessário responsabilizar judicialmente o(s) antigo(s) governante(s) por lesa-Estado. Depois, rever o contrato com a empresa - rasgar os papéis. Por que há-de o Estado - ou seja, todos nós - pagar por um mau contrato, que tem assinatura identificada? Não tem. Mais ainda, quando essa assinatura identificada agora está do outro lado, a colher esses frutos.

Abril 10, 2008

César

Miguel Marujo

A César tudo se permite. Andamos todos distraídos a pedir que a sua mulher seja séria, e que o pareça, que nos esquecemos de pedir ao dito que ele o seja e pareça... Jorge Coelho devia ter recusado a Mota-Engil, mesmo não havendo nada de ilegal. Indo para lá, o Governo deve recusar qualquer negócio com a empresa, por óbvia suspeita. Sim: é contra as regras liberalóides do mercado. Sim: é para repor moralidade nesta coisa toda.