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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Fevereiro 24, 2008

As contradições do costume e as enormidades de sempre

Miguel Marujo

«[É um] partido que quer à viva força voltar ao poder, sem conseguir lidar com o fracasso dos seus desastrosos Governos. Apesar da fuga do dr. Barroso e dos fulgurantes “episódios” que levaram à queda de Santana Lopes, o PSD continuou a viver numa doce e impenetrável ficção: vítima das circunstâncias, da injustiça presidencial e dos maus tratos da comunicação social, o partido nunca conseguiu perceber os motivos que o levaram para a oposição.» [Constança Cunha e Sá, citada no Da Literatura]

Fevereiro 22, 2008

Resignados

Miguel Marujo

Cavaco já veio comentar o textinho da SEDES, dizendo que não nos podemos resignar. Os pessimistas do costume também já o fizeram. Todos dizem o mesmo, todos fazem o diagnóstico, ninguém se chega à frente com soluções. Cavaco porque não o sabe (e como falhou ele, descontando os rios de dinheiro que chegaram da Europa), os outros (SEDES incluída) porque estão demasiado comprometidos com o que já se fez e se faz.

Fevereiro 22, 2008

Transparentes

Miguel Marujo

«[...] os partidos políticos não têm sabido assumir a sua responsabilidade no sentido de serem um exemplo de transparência e cumprimento da lei, nomeadamente ao nível do seu financiamento, das suas contas e dos seus gastos eleitorais [...]». Quem escreveu isto? Os senhores do «Compromisso Portugal — de que Diogo Vaz Guedes, então líder da Somague, é um membro destacado». Começamos a perceber melhor a transparência defendida por estes senhores.

Fevereiro 22, 2008

Sede de protagonismo

Miguel Marujo

A SEDES mandou cá para fora um comunicado que parece uma coisa excepcional. Não é. "Portugal está à beira de uma crise social de contornos difíceis de prever", dizem. Com elites destas, profissionais do pessimismo que não conseguem ver o que já se passa, não admira. Estes senhores não sabem que a crise social já está aí, com 8 por cento de desempregados, e outros que escapam às estatísticas, a precariedade de contratos a prazo, os quase 20 por cento de pobres, os licenciados que acabam em trabalhos com baixas qualificações, os gestores que ganham 32 vezes mais que os trabalhadores. O que eu queria era ver estas elites dizerem-nos um caminho a seguir, que não seja o discurso batido (e já aplicado, que ajudou também à crise que aí está) do despedimento fácil dos trabalhadores. Aí, eu entenderia o "bruá" à volta do texto da SEDES.

Fevereiro 22, 2008

O óbvio explicado aos que insistem em não ver...

Miguel Marujo

«O jogo de futebol entre o Benfica e o Nuremberga, transmitido quinta-feira à noite pela TVI, foi o programa mais visto desse dia, ficando muito à frente do Basileia-Sporting, transmitido à mesma hora na SIC. O jogo da Taça UEFA Nuremberga-Benfica obteve, de acordo com dados hoje divulgados pela Media Monitor, da Marktest, uma audiência de 17,6 por cento (número médio de portugueses que viram pelo menos parte do programa), o que significa que foi seguido por cerca de 1,5 milhão de portugueses. O encontro conquistou ainda uma quota de telespectadores de 39,6 por cento. Já o jogo, também da Taça UEFA, entre o Basileia e o Sporting, cuja transmissão teve início dois minutos depois do encontro do Benfica, registou um share (número de telespectadores que sintonizaram o canal pelo menos uma vez durante o tempo em que estiveram a ver televisão) de 23,9 por cento e uma audiência de 10,6 por cento. Estes valores colocaram o jogo do Sporting na sexta posição entre os programas mais vistos do dia.» [da Lusa]