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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Março 25, 2007

O progresso dos povos

Miguel Marujo

Esta segunda-feira, comemoram-se 40 anos do texto "Populorum Progressio", um documento profético de Paulo VI. «O tom da encíclica é por vezes exortativo, mas com frequência duro e pragmático. O Papa denuncia os erros do sistema internacional, propõe e faz notar aos ricos que, a permanecerem as desigualdades, corre-se um sério risco de os pobres se verem tentados por soluções de violência. Uma das grandes linhas de força desta encíclica é o relevo dado por Paulo VI ao desenvolvimento integral. O desenvolvimento não é entendido apenas como progresso económico.»

Não deixa de ser interessante como tantos, nos últimos meses, se agarraram a outra encíclica de Paulo VI - a «Humanae Vitae» - e desta parecem nunca ter ouvido falar.

Março 24, 2007

Taxas

Miguel Marujo

Na mercearia do bairro aprendem-se coisas improváveis. Que os refrigerantes têm todos IVA a 5 por cento, coca-colas incluídas, e entre os iogurtes há diferenças: um de frutas leva taxa 5, um com bolacha maria 21. O merceeiro pergunta se há alguém que lhe explique.

Março 23, 2007

Otário

Miguel Marujo

O sr. Marques Mendes indignava-se anteontem com os milhões que vão ser gastos na Ota. Mas Marques Mendes, afinal, toma-nos por otários, quando ele é que o é: o seu acólito Alberto João Jardim despachou obras e subsídios no valor de 130 milhões de euros, no mesmo dia em que se demitiu por birra e por supostamente não ter dinheiro para governar, numa saída aplaudida por Marques Mendes. Haja decoro, apetece dizer, mas é frase gasta com este Jardim. Neste momento, apetece-me exigir uma política fiscal onde eu possa ter direiro à objecção de consciência: nem um cêntimo dos meus impostos deve ir para a Madeira.

Março 23, 2007

Canto

Miguel Marujo

O amolador passa neste momento lá em baixo, na rua. Fico à janela a vê-lo, o canto continua a sair da pequena gaita, ninguém o interpela, o guarda-chuva não precisa de arranjo, as facas não se afiam. Dois miúdos passam e olham-no com curiosidade. Há profissões bonitas, ele não o dirá.

Março 23, 2007

Otices

Miguel Marujo

O mal espalhou-se: o que leva extremosos bloguistas de escorreito uso do português referir-se à localidade da Ota como se fosse uma sigla, tudo em maiúsculas?! Deviam ser obrigados a escrever como os calinas na sala de aula: Ota, Ota, Ota, Ota, Ota, Ota, Ota, Ota,... 100 vezes, sem ser sigla, se faz favor.

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