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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Dezembro 06, 2006

Os ratos fogem sempre

Miguel Marujo

«Augusto Pinochet está praticamente recuperado após ter alegadamente sofrido um enfarte do miocárdio há apenas três dias. Médicos e família desmentem ter encenado a doença do antigo líder militar chileno para fugir à justiça.» Claro, claro... E há quem acredite no Pai Natal.

Dezembro 05, 2006

[intervalo]

Miguel Marujo

Ao contrário do que parece, não espumo todos os dias. Sou bem disposto por natureza. E os tipos que me criam estes más fígados hão-de dormir pior. Mesmo que não saibam ou achem que não. Eu por mim, durmo bem. Especialmente a ouvir a chuva lá fora.

Dezembro 05, 2006

Duas caras

Miguel Marujo

O jornal Metro hoje é do "David". David Fonseca fez por um dia de director editorial. O jornal hoje tem ideias giras, o seu "director" explica opções, há cuidado posto no tratamento das notícias, como muitas das vezes acontece com a sua equipa redactorial. Um jornal diferente até na manchete! Ontem, por comparação, a manchete falava-nos de como os «jovens saem cada vez mais tarde de casa dos pais» e de como o desemprego afecta os jovens. Haja despudor. O tipo que entende como relevante esta notícia foi o mesmo que não teve pejo de se socorrer de ilegalidades para pôr jovens no desemprego.

Dezembro 04, 2006

A caliça

Miguel Marujo

Quando o limpa-chaminés nos entra ao romper da aurora pela casa dentro, o Natal até parece estar aí. Houvesse crianças aqui e elas sonhariam que o senhor barrigudo de barbas já não se sujará com a caliça que cai da chaminé.

Dezembro 04, 2006

Extremadinho

Miguel Marujo

Parece que Pinochet está a morrer e já terá recebido a extrema-unção. Muito extremosos são estes ditadores na hora da morte, que nunca se arrependem de nada e fizeram da vida dos outros uma vida sem liberdade e só souberam fomentar a morte. Há coisas que, agora, seremos nós a não lamentar.

Dezembro 02, 2006

Há alguém...

Miguel Marujo

... que leve Vasco Pulido Valente ao serviço de ginecologia e obstetrícia de um qualquer hospital deste país?! Só para sua sapiência não escrever, como hoje, que «por muito que doa a uma certa demagogia, materialmente, a questão do aborto acabou por se tornar numa questão residual». Ou que o leve a uma farmácia para não escrever que «os contraceptivos não custam caro» ou, mais ainda, que o tire apenas de casa para ele não se afogar enquanto destila que «a gravidez se transformou num processo de emancipação (da escola, do trabalho, dos pais), que sobrecarrega o Estado e criou uma "subclasse" parasítica e permanente (a cada filho, a mãe recebe mais dinheiro)».

Dezembro 01, 2006

No fundo do copo

Miguel Marujo

A fórmula é conhecida: dizer mal de tudo, pincelar com umas notas históricas, que supostamente servem que nem uma luva para o caso presente, e rematar com uma sentença demolidora. Vasco Pulido Valente fala de tudo assim. Mesmo que das coisas que fala tenho um conhecimento superficial ou um preconceito óbvio. Hoje, no Público (sem link) sobre Bento XVI e o seu sim à Turquia na União Europeia só diz disparates. Nada que não se esperasse: sabe pouco do que fala e tem um preconceito claríssimo.

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