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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Outubro 12, 2006

Sondagens

Miguel Marujo

Hoje, Lisboa está um pandemónio. Bastava circular, como eu, pela colina do Campo de Santana, depois demandar as Avenidas Novas e arribar a Campo de Ourique: não havia canto onde as buzinadelas e os palavrões não se ouvissem. Nos carros e nas paragens de autocarro, muitos terão dirigido as suas imprecações a José Sócrates ou Carvalho da Silva. Do resultado subjectivíssimo desta sondagem, sairá sabe-se lá o quê.

Outubro 11, 2006

Meter os pés...

Miguel Marujo

O mesmo senhor Silva que pressionou um pacto extra-parlamentar sobre a Justiça e que sugeriu um outro sobre a Segurança Social vem, agora, candidamente, dizer que espera que o acordo para a Segurança Social seja melhorado no Parlamento e lembra que «a discussão política de fundo se realiza no local próprio que é a Assembleia da República» (como ele certamente promoveu no caso da Justiça!). A isto chama-se coerência estratégica.

Outubro 10, 2006

Não pôr os pés

Miguel Marujo

«Cavaco não vai "pôr os pés na realidade da Serafina"», diz o Público hoje. Não são apenas diferenças de estilo, também o são de política. Lembrem-se de Mário Soares na sua presidência aberta em Lisboa, há 13 anos, ou Jorge Sampaio na Madeira a obrigar Jardim a fazer um bairro novo para quem vivia em condições sub-humanas.

[actualizado: e a Liberdade vai até Cavaco]

Outubro 10, 2006

Culturas

Miguel Marujo



Não gosto da mentalidade merceeira na cultura, que contabiliza apenas os gastos no orçamento do Estado por espectadores nas salas. Mas não compreendo que a cultura de alguns jornais se resuma muitas vezes a pedaços pequenos e obscuros das artes, e sejam os estagiários a fazer as entrevistas da treta, mesmo que a treta seja peça de sucesso público e até (imagine-se) com qualidade. Como não compreendo que Rui Rio queira mostrar obra dando ao privado a gestão do Rivoli, para depois exigir 300 espectáculos por ano, que nunca ele próprio quis inscrever no seu programa municipal.
Mas entre este haver excessivo, há sempre um deve que se pode questionar - e, por exemplo, o uso do Teatro Camões é um deles. Entregue há três anos à Companhia Nacional de Bailado, o espaço vive enclausurado, com poucos espectáculos (contei perto de 30 apresentações, em menos dias, no ano passado; e este ano, o site só permite ver quatro apresentações em três dias de Setembro e Outubro e um ciclo de 15 dias, mas sem datas definidas e outras informações...). Estarei enganado, ou há espaços que preferem viver à margem?! Do rio - e, neste caso, mais ainda dos públicos.

Outubro 09, 2006

O mundo ao contrário

Miguel Marujo

Entro no noticiário da SIC às 20h28 e assisto a breves pinceladas sobre o ensaio nuclear da Coreia do Norte. Depois vem rapidamente a indicação do sucessor de Kofi Annan e, mais tarde, o julgamento de Saddam e o Nobel da Economia. Notícias todas elas breves. Ignoro o que ocupou durante meia hora a atenção do principal telejornal da SIC, mas este mundo assim despachado não preocupa o cronometrista Eduardo Cintra Torres. [E depois foi-se para um intervalo, de looongos minutos.]