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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Outubro 26, 2006

Para sermos coerentes

Miguel Marujo

Aplauda-se Pacheco, pelo inteligente artigo, hoje no Público (sem link, mas que deve ser disponibilizado mais tarde no Abrupto) sobre a indecente invasão da privacidade, que assalta páginas de jornais de referência, como por exemplo o Expresso.

Outubro 26, 2006

Boas memórias

Miguel Marujo


Há um ano, por estes dias, saíamos de Los Angeles para San Francisco. Percorremos os dois as imensas auto-estradas da cidade dos sonhos até à costa de Santa Barbara, agarrados aos map quest e ao Lonely Planet. Depois de um percurso mais montanhoso, em San Luís Obispo partimos para o Oceano Pacífico a caminho do Big Sur - e daí para norte, para Carmel e depois San Francisco. Uma das viagens mais inesquecíveis que fizemos. Nós e a quietude do mar e da floresta. Apetece regressar, nem que seja assim, por lembranças.



[fotos MM, no Big Sur, Califórnia, EUA, em Outubro de 2005. Nesta última vêem-se leões marinhos. Clicar para aumentar]

Outubro 25, 2006

Dois mentirososNão deixes que a coerência estrague um bom post [I]

Miguel Marujo


À atenção de Pacheco Pereira.
Um mentiu sobre a situação económica do país para ganhar as eleições. Logo se aplaudem as manifs e a contestação.
O outro mentiu sobre as propostas económicas para ganhar as eleições. Este outro ainda mentiu sobre umas armas de destruição maciça para obrigar o país a apoiar uma guerra. Este outro mentiu mais uma vez dizendo que ficaria no cargo e tinha percebido a mensagem dos portugueses. Este outro é presidente da Comissão Europeia.

Outubro 24, 2006

Lembrar (sempre) o essencial

Miguel Marujo

«[...] Você vive durante mais tempo do que é comportável para os cofres da Segurança Social. Você tem menos filhos do que deveria ter. O seu salário é demasiado alto para o nosso Estado; o seu despedimento é demasiado difícil para as nossas empresas. Caso tenha sido despedido, você é um privilegiado do subsídio de desemprego ou, pior ainda, um privilegiado do rendimento mínimo. O país produz pouco e você tem culpa. O país não é competitivo e você tem culpa. Você tem culpa porque se endividou. Você tem culpa porque é professor e não ensina. Você tem culpa porque é aluno e não aprende. Você tem culpa porque é funcionário público e nem vale a pena pormenorizar as suas culpas. Você tem culpa porque trabalha no privado, mas não tanto como deveria. Se você é português, tem culpa. Se é estrangeiro, tem mais culpa ainda.[...]» [Rui Tavares, sempre essencial, mesmo quando discordamos, o que neste caso, não é o caso! E o texto completo é imperdível.]