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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Abril 17, 2006

Em extinção

Miguel Marujo


Trabant, foto MM, em Buda, na colina do Castelo


Cá vou eu no meu Traby
De bar em bar a aviar
Sempre a abrir a noite toda
Sempre a rock & rollar

Charro aqui charro ali
Mais um vodka p'ra atestar
Corro Peste corro Buda
Sempre a rock & rollar

As noites de Budapeste
São noites de rock & roll

P'las caves da cidade
São só bandas a tocar
Pondo tudo em alvoroço
Tudo a rock & rollar

Mulheres lindas de morrer
Mini-saias a matar
Não tem fim o reboliço
Tudo a rock & rollar

As caves de Budapeste
São caves de rock & roll

Cá vou eu no meu Traby
De bar em bar a aviar
Sempre a abrir a noite toda
Sempre a rock & rollar

Charro aqui charro ali
Mais um vodka p'ra atestar
Sempre a abrir a noite toda
Sempre a rock & rollar'

As noites de Budapeste
São noites de rock & roll

(Budapeste, letra de Adolfo Luxúria Canibal, Mão Morta)

Abril 14, 2006

[mistérios da vida]

Miguel Marujo

Ontem, a missa do lava-pés ouvi-a em húngaro, numa das mais belas igrejas que visitei até hoje - Mátyás templom, em Budapeste. Não percebi quase nada: apenas a cadência da oração, o Jezsus vivido ou o ámen universal. Na longa celebração, a estranheza da língua cuidou do tempo de outro modo. Com um coro, como nunca ouvi numa igreja portuguesa - a música tornada contemplação, e não acrescento pop para arregimentar jovens. E depois o silêncio e a luz. Közsönöm!

Abril 07, 2006

Tv Cano

Miguel Marujo

Assinei contrato há uns anos com a Tv Cabo, para poder ver o pacote clássico. Incluía cerca de 50 canais, uns desnecessários, outros indispensáveis. Deles fomos perdendo o rasto a uns quantos, que a empresa da PT entretanto resolveu "migrar" para um pacote novo, digital e pago a dobrar, como o Fashion TV ou a RAI.
Entretanto, esta semana, a rapaziada do Horta e Costa resolveu dar mais uma machadada no meu contrato (sem saberem se estou interessado em mais esta mudança), ao mesmo tempo que aumentaram muito acima da inflação o preço da assinatura. Acabaram com o GNT, do Jô, da Marília, do Jornal Nacional, do Brasileirão, do Carnaval de bundas gostosas, do que fosse, até novela chata.
Agora, não. Levo com a Tv Record, da IURD, que a esta hora transmite um fórum carpideira, prometendo muita prece e ajuda espiritual.
Pago mais por pior serviço, com direito a proselitismo madrugador. Quem precisa de ajuda sou eu. Não haverá por aí concorrência a sério?

Abril 07, 2006

Fundamental

Miguel Marujo

O PP (a bancada parlamentar e o comentador-sic) descobriu o combate essencial que aflige os portugueses, e que o CDS (a bancada de Estrasburgo) terá esquecido, a avaliar pelas picardias internas dos senhores: a Constituição da República é que condiciona não sei o quê. Haja paciência.

Abril 06, 2006

José e mais dez

Miguel Marujo

A magia.

[adenda]
Alma escreveu este post, que também conta muitas tardes minhas, em Aveiro...

"De um tempo em que quando não havia bola jogava com lata ou pedras…
De um tempo em que se escolhiam os companheiros e os adversários eram logo identificados…
De um tempo em que o prazer era total e era aquilo mesmo…
De um outro tempo em que a minha avó, depois de o meu pai e amigos terem construído durante a noite o campo, lhes cortou a bola com uma faca, porque se podiam aleijar…
De um tempo em que não queria saber delas porque elas não jogavam…e aquele jogo era tudo…
De um tempo em que acordei uma manhã e tinha uma bola nova ao lado cama…acho que nunca mais sorri assim…
De um tempo em que a minha mãe berrava até mais não e eu respondia “Só falta mais um golo!!”…

Como gostei deste tempo…"

Abril 05, 2006

A natureza

Miguel Marujo

Acabou. A cidade continua em silêncio, sente-se aqui à janela da sala, fustigada por uma chuva breve, forte. Há dias assim. A natureza remete-nos para um cantinho.