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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Março 13, 2006

Leitura obrigatória

Miguel Marujo

«Do relativismo, caso prático

Este texto do Abrupto é muito interessante:

Muito do que se escreve nos jornais sobre Milosevic é feito a partir da lógica do vencedor e do medo que têm os europeus quanto ao recrudescimento do nacionalismo, que a queda do Muro de Berlim trouxe para dentro das suas fronteiras. Se se tratasse apenas de condenar as violações de direitos humanos, Putin devia estar no Tribunal Internacional de Haia, pelo que fez na Chechénia. A história será mais benevolente com Milosevic, pelo menos a da Sérvia.

Agora, imaginem que era assim:

Muito do que se escreve nos jornais sobre Saddam é feito a partir da lógica do vencedor e do medo que têm os europeus quanto ao recrudescimento do islamismo, que a invasão do Iraque trouxe para dentro das suas fronteiras. Se se tratasse apenas de condenar as violações de direitos humanos, Bush devia estar no Tribunal Internacional de Haia, pelo que fez no Iraque. A história será mais benevolente com Saddam, pelo menos a do Iraque.»

Excelente post de JMF: na mouche.

Março 11, 2006

Estranho num livro estranho

Miguel Marujo

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Está um tipo descansado na livraria a gozar uma folga e tem um sobressalto. O Rui Tavares tem novo livro - Pobre e Mal Agradecido, na Tinta da China -, com uma capa deliciosa, idêntico esmero na edição (composta pelo amigo Olímpio) e curto e humorado prefácio do fedorento RAP. Daí só vem bem ao mundo.
Lá dentro, recolhas de textos publicados na imprensa, um inédito e posts recolhidos no Barnabé. Explica-se o Rui que os textos bloguísticos vivem da polémica e que, porventura, o melhor é consultar o arquivo do blogue do alegre funeral para perceber ao que foi o autor. O pior é aqui: o Rui escreve muito bem, mesmo quando não concordo com ele. E escreveu muito bem sobre os crucifixos nas escolas. Eu, enxofrado com algumas idiotices que se diziam de um lado e outro, comentei com fraco argumentário e pior exemplo. Levei, e bem, por tabela. Mas a coisa caiu no esquecimento da blogosfera, que dispara mais rápida que o Lucky Luke. Até agora... O Rui recuperou o texto, postou-o no livro.
Por mim, comprei um exemplar, na esperança de que seja menos um a ler a rabecada certeira. Pobre e mal agradecido, é o que sou.