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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Fevereiro 11, 2006

[noites pouco cinéfilas]

Miguel Marujo

Tentativa um [primeira noite]: adormecer no sofá e acordar em cima da hora do filme. [Aninhar de novo no sofá.]
Tentativa dois [segunda noite]: chegar ao Corte Inglés e ter uma fila que nunca mais acaba e já não chegar a tempo ao Quarteto.
Tentativa três [ainda na segunda noite]: tenta-se outro filme, que não aquele que estará para sair de cartaz, agora no Saldanha: «Esgotado».
Pergunta [no fim da segunda noite]: por que não há sessões às 22h30 ou às 23h?!

Fevereiro 10, 2006

A omissão

Miguel Marujo

E se, de repente, deixássemos de falar ou comentar ou publicar aqueles cartoons? Surtiria efeito? Aplacava-se a ira? Diminuíamos a liberdade? Por estes dias, parece faltar tempo para tudo. Até para escrever como deve ser. Ou o que deve ser.

Fevereiro 09, 2006

A liberdade não se encomenda*

Miguel Marujo

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align=justify>"Lars Refn foi o único cartoonista que, apesar do pedido do Jyllands-Posten, optou por não representar Maomé, o profeta, mas Mohhamed, aluno do 7ºA. O jovem aponta para um quadro onde se pode ler, em persa: «Os jornalistas do Jyllands-Posten são um bando de provocadores reaccionários».

Lars Refn usou da sua liberdade de expressão como queria e não como lhe foi ecomendada. O jornal, apesar de amar a liberdade de imprensa, não gostou da graça e escreveu, como legenda: «pensamos que Lars Refn é um cobarde que não entende a gravidade da ameaça muçulmana à liberdade de expressão». Parece que o Jyllands-Posten adora a sua liberdade, mas não convive bem com a liberdade dos outros. Insultar o jornal que lhe publica o desenho, isso sim, é ter tomates."
* - Daniel Oliveira, in Aspirina B

Fevereiro 08, 2006

Cartoonados

Miguel Marujo

Afinal: o jornaleco dinamarquês que tanto defende agora a liberdade de imprensa pediu desculpas pelo uso que dela fez. Sem responsabilidade(s), o profeta foi blasfemado. É bem, gritam os liberais do(s) costume(s). Porventura, os mesmos que gritaram aqui d'el-rei quando o Papa foi preservado. Adiante, que as coerências não são para esta história.
O confronto é de civilizações. José Manuel Fernandes, director do Público, chamou-lhe «guerra de civilizações» (mais uma, acrescentamos) porque há um certo Ocidente que acha que isto só lá vai assim: a dar e levar. Dá-se nos desenhos, leva-se nas embaixadas, atira-se com a impossibilidade do diálogo, cortam-se as pontes, destroem-se os corões e as bíblias e afunilamo-nos em fortalezas inexpugnáveis, fora com os que não vivem como nós.
Já vimos: a coerência não é para esta história. A guerra é que é. Este é o mundo desenhado pela doutrina Bush, desejado pelos ayatollahs do Irão, alimentado nas mesquitas radicais de Londres ou Carachi e nos púlpitos de Copenhaga ou da Virginia. É a hora, é a hora. Mais do que nunca: estender os braços, não esconder os rostos e dizer que à guerra preferimos outra coisa. Mesmo que até lá se queimem mais bandeiras ou se desenhem mais palermices. Os radicais não podem ser desta história.

Fevereiro 08, 2006

A feira das vaidades

Miguel Marujo



align=justify>The Hollywood Issue: na América, Hollywood arde muitas vezes nas chamas de fundamentalistas cristãos, pregadores que vêem nos filmes sexo, drogas e rock'n'roll. Passe a penitência: não metem (quase) medo. [a imagem limpa de artefactos aqui]