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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Fevereiro 16, 2006

Opus interruptus

Miguel Marujo

A spokesman of the Opus Dei (a very influential Personal Prelature of the Catholic Church) said today in Rome they will not boycott the film "The Da Vinci Code" but will ask Sony Pictures to avoid some scenes. Opus Dei is depicted in the best seller as a shadowy and conspirative organization. Manuel Garrido, spokesman of the Opus Dei in Spain said today about this: "The Da Vinci Code distorts Christ and the History of the Catholic Church".

A Opus Dei ainda não percebeu que O Código Da Vinci não é um livro de História, mas sim de ficção.

Fevereiro 14, 2006

Cidades

Miguel Marujo

"Parece-me melhor ligar cidades, ainda que seja apenas pela língua, do que vê-las a afastarem-se. Este projecto que hoje se inicia, Cidades Crónicas, pretende pôr Macau em Lisboa, o Porto em Maputo, Porto Alegre em Macau e, mais difícil ainda, pôr Lisboa no Porto e São Paulo no Rio de Janeiro. A ordem de enunciação dos nomes dos autores segue a geografia, de sul para norte, de Porto Alegre ao Porto. Por ora, somos apenas 7 mares, esperemos que em breve os multipliquemos." As crónicas aqui.

Fevereiro 14, 2006

Elites

Miguel Marujo

Não faço ideia se somos piores* no Metro (o jornal). Aquilo está escrito em neerlandês. Mas de uma coisa tenho a certeza: o trabalho redaccional também é sério (apesar de ter erros, como todos, até os jornais de referência) e não tem simpatias à direita. Ponto a favor (e não é em neerlandês).

[* - declaração quase escusada de interesses: trabalho no Metro.]

Fevereiro 13, 2006

Mundo pequeno

Miguel Marujo

Há dias assim. O mundo parece estar a ruir à nossa volta, com cartoons a incendiarem as ruas do Oriente e do Ocidente, com o eterno mal-estar de um país deslumbrado com choques e planos. Mas nada interessa, quando o nosso pequeno mundo colide com pequenos idiotas. É nestas alturas que se me falam em produtividade, mando-os dar uma volta, nos seus volvos e bé-émes...

Fevereiro 11, 2006

[noites pouco cinéfilas]

Miguel Marujo

Tentativa um [primeira noite]: adormecer no sofá e acordar em cima da hora do filme. [Aninhar de novo no sofá.]
Tentativa dois [segunda noite]: chegar ao Corte Inglés e ter uma fila que nunca mais acaba e já não chegar a tempo ao Quarteto.
Tentativa três [ainda na segunda noite]: tenta-se outro filme, que não aquele que estará para sair de cartaz, agora no Saldanha: «Esgotado».
Pergunta [no fim da segunda noite]: por que não há sessões às 22h30 ou às 23h?!

Fevereiro 10, 2006

A omissão

Miguel Marujo

E se, de repente, deixássemos de falar ou comentar ou publicar aqueles cartoons? Surtiria efeito? Aplacava-se a ira? Diminuíamos a liberdade? Por estes dias, parece faltar tempo para tudo. Até para escrever como deve ser. Ou o que deve ser.

Fevereiro 09, 2006

A liberdade não se encomenda*

Miguel Marujo

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align=justify>"Lars Refn foi o único cartoonista que, apesar do pedido do Jyllands-Posten, optou por não representar Maomé, o profeta, mas Mohhamed, aluno do 7ºA. O jovem aponta para um quadro onde se pode ler, em persa: «Os jornalistas do Jyllands-Posten são um bando de provocadores reaccionários».

Lars Refn usou da sua liberdade de expressão como queria e não como lhe foi ecomendada. O jornal, apesar de amar a liberdade de imprensa, não gostou da graça e escreveu, como legenda: «pensamos que Lars Refn é um cobarde que não entende a gravidade da ameaça muçulmana à liberdade de expressão». Parece que o Jyllands-Posten adora a sua liberdade, mas não convive bem com a liberdade dos outros. Insultar o jornal que lhe publica o desenho, isso sim, é ter tomates."
* - Daniel Oliveira, in Aspirina B

Fevereiro 08, 2006

Cartoonados

Miguel Marujo

Afinal: o jornaleco dinamarquês que tanto defende agora a liberdade de imprensa pediu desculpas pelo uso que dela fez. Sem responsabilidade(s), o profeta foi blasfemado. É bem, gritam os liberais do(s) costume(s). Porventura, os mesmos que gritaram aqui d'el-rei quando o Papa foi preservado. Adiante, que as coerências não são para esta história.
O confronto é de civilizações. José Manuel Fernandes, director do Público, chamou-lhe «guerra de civilizações» (mais uma, acrescentamos) porque há um certo Ocidente que acha que isto só lá vai assim: a dar e levar. Dá-se nos desenhos, leva-se nas embaixadas, atira-se com a impossibilidade do diálogo, cortam-se as pontes, destroem-se os corões e as bíblias e afunilamo-nos em fortalezas inexpugnáveis, fora com os que não vivem como nós.
Já vimos: a coerência não é para esta história. A guerra é que é. Este é o mundo desenhado pela doutrina Bush, desejado pelos ayatollahs do Irão, alimentado nas mesquitas radicais de Londres ou Carachi e nos púlpitos de Copenhaga ou da Virginia. É a hora, é a hora. Mais do que nunca: estender os braços, não esconder os rostos e dizer que à guerra preferimos outra coisa. Mesmo que até lá se queimem mais bandeiras ou se desenhem mais palermices. Os radicais não podem ser desta história.

Fevereiro 08, 2006

A feira das vaidades

Miguel Marujo



align=justify>The Hollywood Issue: na América, Hollywood arde muitas vezes nas chamas de fundamentalistas cristãos, pregadores que vêem nos filmes sexo, drogas e rock'n'roll. Passe a penitência: não metem (quase) medo. [a imagem limpa de artefactos aqui]