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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 17, 2006

Passar na Casa de Partida

Miguel Marujo

... sem receber 2.000$00 (era assim... e não em euros. Lá vai o tempo!).
Mas vale a pena passar nesta casa de partida, mesmo sem receber as merecidas notitas de papel, para dar os parabéns ao Miguel.

Um grande abraço!

Janeiro 17, 2006

Para mim tanto me faz.

Miguel Marujo

Piadas fáceis à parte, com sobremesas, a verdade é que me sinto muito pouco motivado para estas eleições. Não me revejo em nenhum dos candidatos, pasmem-se os anteriores comentadores. Digo mais: começo a rever-me pouco neste modelo político actual, e no cargo (figurativo?) de Presidente da República. Valerá a pena tanto investimento político nas campanhas, sondagens diárias, para as efectivas competências do cargo?
Vou dizer isto de outra forma: não acredito que dia 22 represente um marco essencial, ponto de viragem, para a recuperação da crise que vive o país. Ou que contribua, de alguma forma, para tal no futuro. Estou com o Ricardo Araújo, um Presidente tem a competência quase exclusiva de apelar à serenidade. E pouco mais.

Ora e contribuir para a recuperação económica, social, judicial, etc e tal, do país é que me apetecia mesmo a sério.

Vou votar, óbvio. E sou gajo (ainda não completamente convicto) para votar ou Cavaco, ou Louçã, dependendo da ideia que me passar pela cabeça na altura de abotar a cruz lá no papelucho. Sou assim, de contrastes. Gosto da vida como ela é.

E agora o mais importante:
Parabéns Miguel. Que faças muitos e bons.

Janeiro 17, 2006

O voto e a portugalidade

Miguel Marujo

Andei aqui umas semanas agastado, com a angústia de saber em quem votarei no próximo domingo, caso deus nosso senhor me dê saúde para lá chegar.

Cavaco nunca, decidi. Não gosto do homem, da atitude, do cepo.
Soares custava-me. Andei ali nas luzes da cidade a ver se o homem ainda dizia alguma coisa de nova, mas nada. Sai-lhe o discurso que, mascarado de optimismo, é pessimista e de fim-de-mundo. Ou ele ou o caos. Também não quero. Chega de medo mascarado.

Depois Alegre. Que grande bico de obra. Entusiasmei-me com a coragem do homem. A poesia trovadoresca que escreve é bonita, a prosa tem sensibilidade. Avançar contra o Sócrates e os lacaios do costume parecia-me bem. Mas ao longo da campanha, foi-me desiludindo. Que raios, será que a alma de poeta é tão tímida que o “a mim ninguém me cala” só funciona quando o querem calar?

Jerónimo. Doce Jerónimo. Quando está à solta, parece um D. Sebastião do novo comunismo. Mas quando se cansa ou está em conferência de imprensa, lá vem o chavelho do discurso redondo. Corta. Não quero.

Louçã. Dedidi rapidamente. Um homem que autoriza que o seu site na net se chame franciscopresidente é um egocêntrico. Depois, lá emendaram a mão e puseram um simples fl2006. Mesmo assim, não me trouxe maior novidade. Longe vão os tempos do PSR. Este é o tempo do RSFF dirigido ao PS.

E Garcia Pereira. Até tinha graça, mas o cachecol vermelho como cedência ao marketing e as ideias peregrinas – como esta de haver três supremos tribunais no País -, estão a dar cabo da inocência do senhor.

Abstenção, nunca. Nulo ou branco, não me convencem.
Alegre, pá, és o mal menor. Levas daqui um voto. Não convencido. Mas cheio de esperança. Não desiludas. Ou então, recita o Nambuangogo. Sempre é melhor.