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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Dezembro 27, 2005

Dias de viagem

Miguel Marujo

A CP chama Intercidades a um comboio que pára em Vila Franca de Xira, Santarém, Entroncamento, Fátima (um ermo no meio de nenhures e não a localidade), Caxarias, Pombal, Alfarelos, Coimbra-B, Pampilhosa, Mealhada, Aveiro, Estarreja, Ovar, Espinho, Gaia, Campanhã, e pára ou segue por aí fora, até Braga ou Guimarães. A CP chama Pendular a um comboio que pára naquelas estações excepto Vila Franca de Xira, Fátima, Caxarias, Alfarelos, Pampilhosa, Mealhada e Estarreja. A CP quer o TGV para quê?

Dezembro 23, 2005

Pressa

Miguel Marujo

Demasiada pressa: fechar páginas, despachar amigos ao telefone, dessintonizar a rádio entre o futebol de meia-noite e a música natalícia, zappar sem fim e sem nada na tv. Fazem-me falta o cinema, as conversas, os amigos, a pausa, a festa, o nascimento. Vêm aí. Com a tranquilidade de dias que precisam de ser vividos com outro ritmo.

Dezembro 21, 2005

A terra, hoje

Miguel Marujo

Um frio de rachar. Um ou dois graus negativos. Vento. Uma impressão de navalhas a serem lançadas pelo ar. Uma velhota no meio da rua, de joelhos, a pedir. Romena ou moldava talvez, pelo aspecto. Com este briol que corta tudo… - aqui, como dar...

Dezembro 20, 2005

No país de Cavaco[ou nós temos memória]

Miguel Marujo

Os agentes da PSP ouvidos hoje no julgamento do caso do jovem baleado durante os protestos na Ponte 25 de Abril, em 1994, recusaram que tivessem sido efectuados disparos por parte dos manifestantes, como foi anteriormente afirmado. O julgamento cível decorre no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, depois de no processo-crime não ter sido provado que foi um polícia quem alvejou a tiro Luís Miguel Figueiredo - que ficou paraplégico - embora fosse provado que houve disparos de balas reais. A defesa do jovem, que tinha 18 anos na altura dos acontecimentos, reclama uma indemnização de 225 mil euros ao Estado. [in Lusa]

Dezembro 20, 2005

Autopalermice

Miguel Marujo

A Volkswagen recebeu benefícios para se instalar em Portugal. Ao longo dos anos, a marca alemã manteve sempre uma situação de privilégio, mas todos os anos aperta os calos aos trabalhadores - ou eles acatam as suas propostas ou os senhores vão montar carros para a Conchinchina. Os trabalhadores aceitaram sempre, com uma responsabilidade social, elogiada pela direita liberal e pelos empresários subsidiodependentes. Este ano, nova prenda no sapato: "ou aceitam ou marchamos". E o inenarrável ministro da Economia adverte que se não for viabilizado o acordo, a culpa é dos funcionários. Não, não é! A culpa é de um Estado (Cavaco, lembram-se?) que aceita as regras de uma multinacional e que todos os anos cede às ameaças, sem nunca negociar claramente com a empresa. Inaceitável.