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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Novembro 30, 2005

Despertares, menos

Miguel Marujo

Pouco antes das oito, o martelar contínuo começa a ganhar forma, sente-se a parede ir abaixo. Porque será que as obras em casas de vizinhos têm de irromper, assim, cedo, para depois - com o sono entornado e o dia já alto - se acalmarem e quase parecerem um sussurro?

Novembro 29, 2005

Filmes Para o Milénio

Miguel Marujo

Ciclo de Cinema Filmes Para o Milénio

às quartas, 21h, entrada livre
no Museu República e Resistência da Cidade Universitária - Lisboa
(Rua Alberto de Sousa - Zona B do Rego)



30 de Novembro
The Bottom Line: Privatizing the world (O bem comum)

7 de Dezembro
The Take

14 de Dezembro
The Corporation

Novembro 28, 2005

Sementes da terra

Miguel Marujo

"Denunciamos a ambiguidade do discurso do Magistério da Igreja sobre homossexualidade que contribui objectivamente para a discriminação social dos homossexuais. Afirmamos que os homossexuais não são cidadãos de segunda e que têm portanto igual dignidade e direito a ver reconhecida a sua diferença." [in Documento sobre Moral Sexual, do Movimento Católico de Estudantes, Setembro de 1993]

A partir de agora, a Terra lança sementes mais duradouras. Textos sem tempo, para que o tempo não os apague.

Novembro 27, 2005

Cavaco, insiste - mas nós temos memória

Miguel Marujo

"Cavaco Silva ficou surpreendido com a ordem governamental que obriga as escolas públicas a retirar os crucifixos das salas de aula. O candidato entende que não devem criar-se divisões «onde elas não existem». Em declarações reproduzidas na edição deste domingo do jornal Correio da Manhã o ex-primeiro-ministro chama a atenção para o facto de na sociedade portuguesa «predominarem os valores do catolicismo». Mas há uma coisa de que Cavaco Silva diz estar certo: «Face aos desafios que o país enfrenta, não é certamente este (os crucifixos) o problema que preocupa os portugueses». O candidato sublinhou saber e aceitar que «nos termos constitucionais há uma separação entre o Estado e a Igreja», mas voltou a frisar que «na sociedade portuguesa predominam os valores do catolicismo»."

Este é o mesmo senhor que tentou puxar da cartola, em 1995, uma ideia para cativar (algum) eleitorado "católico": o facto de Jorge Sampaio ser divorciado. Na altura, não pegou. Agora, volta a acenar aos católicos... Em questões que não existem, como ele próprio diz. Por isso, não se devem criar divisões onde não existem: retire-se os crucifixos.

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