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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Agosto 25, 2005

A cartilha Bolton

Miguel Marujo

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O Governo de Bush quer introduzir alterações ao projecto de reforma das Nações Unidas: entre as propostas, o embaixador Bolton (que desejou o extermínio da ONU) anunciou querer a eliminação de qualquer nova promessa de auxílio para o desenvolvimento de países mais pobres. Os americanos rejeitam igualmente qualquer exigência sobre a luta contra as alterações climáticas ou qualquer imposição de novo progresso no desmantelamento de armas nucleares nos arsenais das potências nucleares. Em contrapartida, querem introduzir apelos a uma acção mais firme contra o terrorismo e a disseminação de armas de destruição maciça ou, ainda, referências à promoção dos direitos humanos e da democracia. Washington pretende impor um melhor controlo sobre as despesas da ONU e retirar qualquer referência ao Tribunal Penal Internacional. As propostas americanas estão a encontrar forte resistência entre os países mais pobres. A nossa direita rejubilou com a nomeação deste senhor Bolton. E deve regozijar mais com esta cartilha. Definitivamente, o mundo promete ficar ainda mais seguro (Bush dixit).

Agosto 22, 2005

«Al-Qaeda mata brasileiro»

Miguel Marujo

«Há mortes dignas. Mas morrer com sete balas na cabeça e com a acusação de terrorismo não me parece a mais digna. E menos ainda quando a polícia ainda tentou lançar as culpas para Jean Charles de Menezes dizendo que ele se comportou de forma suspeita. Não me parece que o Dr. Pacheco Pereira gostasse de ser confundido com um perigoso "mullah" por um polícia míope só por causa da sua barba e tez morena.» Eunice Goes responde ao Abrupto - e bem.

Mais: o Ivan aponta certeiro, sobre Pacheco e Pulido Valente: «Às vezes quando se está no estrangeiro torna-se quase difícil de acreditar no nível de insanidade em que se processam os debates portugueses.»

Agosto 22, 2005

Já não há heróis

Miguel Marujo


Houve quem desenhasse livros de cavalaria, quem pintasse contos de espionagem ou quem fotografasse um homem assustado, perdido. Afinal, era um farsante. Sem pinga de amnésia ou talento para o piano. O homem do piano nunca existiu.