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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Julho 21, 2005

[às virgens de agora]

Miguel Marujo

«Enfim: os elogios [a Campos e Cunha], parece-me, partem sobretudo de quem acharia natural que o eng. Sócrates governasse com outro programa que não o seu. Por outras palavras: de quem ainda não engoliu bem o que aconteceu nas últimas eleições legislativas.» [JPH, certeiro!]

Julho 20, 2005

Casto na exoneração

Miguel Marujo

Agora, Campos e Cunha caminhará lentamente para o panteão do unanimismo, e as suas virtudes e fragilidades serão esquecidas por adversários e compagnons de route, conforme os interesses das declarações pró e contra o Governo.

[actualizado: Marques Mendes considera «grave» a saída do ministro das Finanças. Também eram «graves» as «diferenças de opinião» no Governo expressas pelos ministros Freitas do Amaral e Campos e Cunha; e «grave» era o valor do défice orçamental; mas também antes, quando da campanha eleitoral do PSD, era «grave, grave», o facto do Governo de Santana Lopes «ter dado pretextos para a dissolução (da Assembleia da República)». Sublinhe-se este gosto pela gravidade no discurso de Marques Mendes.]

Julho 19, 2005

Falta de pudor

Miguel Marujo

Maria João Avillez entrevista (em repetição na SIC-N) à hora de almoço a candidata do CDS-PP a Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, num programa de entrevistas políticas. Por acaso, são irmãs. O que não se diria se Bárbara ouvisse Manuel Maria no seu programa de livros...

Julho 19, 2005

Dois pesos, duas medidas

Miguel Marujo


Sarwar Zardad e Augusto Pinochet


Aplauda-se: o execrável (o adjectivo é meu) senhor da guerra afegão Sarwar Zardad foi acusado de tortura por um tribunal britânico, conta-nos hoje o Público (sem link). O principal conselheiro jurídico do Governo britânico, Lord Goldsmith, é citado pela AFP como tendo afirmado: «Certos crimes são tão odiosos, constituem uma tal afronta à justiça, que podem ser julgados não importa em que país». E acrescenta James Lewis, membro da acusação: «Achamos que esta é a primeira vez em qualquer país, no direito internacional, e certamente no direito britânico, que crimes de tortura e tomada de reféns são julgados nestas circunstâncias.»

Pena que a mesma Grã-Bretanha que agora toma esta decisão importantíssima se tenha recusado a julgar Augusto Pinochet, o execrável ex-ditador chileno.

Julho 17, 2005

A Pouco e Pouco

Miguel Marujo

[ou a melhor letra de sempre da música popular portuguesa, por José Cid, que pode ser ouvida em todo o esplendor, a duas vozes, no Às duas por três]

São 7 e meia, amor
Tens de ir trabalhar (Ela)

Acordas-me com um beijo
E um sorriso no olhar
E levantas-me da cama
Depois tiras-me o pijama
Faço a barba
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar

Apanho o Autocarro
Vou a pensar em ti
Levas os miúdos
Ao jardim infantil

Chego à repartição
Dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária
Que é tão boa!

(Refrão)
A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais
Basta um sorriso
Um simples olhar
Um modo de amar a dois (bis)

Às 5 e meia em ponto
Telefonas-me a dizer:
Não sei viver sem ti amor
Não sei o que fazer (Ela)

Faz-me favas com chouriço
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito!

Vestiste-te de branco
Uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama
E acendeste a fogueira
Vou ficar a vida inteira
A viver dessa maneira

Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu

(Refrão)

Letra e música – José Cid (1979)