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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Junho 27, 2005

O que é que tinha o Barnabé?

Miguel Marujo

[ou a verdadeira razão para a despedida do Daniel Oliveira, do Barnabé]

Escrevi a 10 de Abril passado - e mantenho-o:

«O que é que tem o Barnabé?
O Barnabé tem pluralidade: ali convivem, por exemplo, o socialista Pedro Oliveira ou o bloquista Daniel Oliveira; e mais ainda com as recentes contratações de "barnabitas", que vão do ferozmente anti-eclesial Nuno Sousa ao católico liberal Bruno Cardoso Reis. Mas o Daniel Oliveira parece conviver mal com aquela pluralidade. Eu percebo: a laicidade só se pode viver na intimidade de cada um, entende o Daniel, e falar de religião num blogue deve pôr em causa a secularização do Estado. Ou será só a do Barnabé?»

Hoje, o Daniel deu-me razão.

Junho 27, 2005

Da diatribe [contribuições de leitores]

Miguel Marujo

Sobre a minha acusação à flor da pele, a Lucy fez-nos chegar a posição do movimento Pax Christi (link para mais tarde) e o Octávio faz-nos chegar uma breve notícia da Ecclesia, que não mereceu grande divulgação:

CEP condena manifestações racistas e xenófobas

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reunida hoje em assembleia plenária extraordinária, manifestou a sua firme condenação pelas recentes manifestações racistas e xenófobas no nosso país, apelando «a uma sociedade tolerante e aberta, segura mas inclusiva».
Após a onda de medo gerada na opinião pública após o episódio do "arrastão" na praia de Carcavelos e da manifestação "contra a criminalidade" convocada pela Frente Nacional no passado sábado, em Lisboa, a CEP vem pedir aos portugueses que se manifestem «contra o crescimento de um clima de racismo e xenofobia».
«Queremos que haja serenidade e racionalidade, para que as pessoas não se deixem levar por sentimentos instintivos, para que não se exagere e não se vá na onda», revela o secretário da CEP, D. Carlos Azevedo, em declarações à Agência ECCLESIA.
Os Bispos portugueses sublinham que «a criminalidade deve ser punida, sem qualquer discriminação», mas alertam para a necessidade de, em primeiro lugar, «colmatar as causas da exclusão social e da pobreza que motivam estes fenómenos».
Segundo o secretário da CEP, a ausência da «serenidade e racionalidade» pedida pelos Bispos apenas irá levar a «uma situação de maior mal-estar».


23/06/2005 17:54

Junho 27, 2005

Monchique, mon genre

Miguel Marujo

O homem traz à mesa a garrafa de água pedida. «Monchique» não engana o rótulo, nem a terra. «Economia local em marcha», comenta-se. Na mesa ao lado, uma monchiquense arrepia-se: «Monchique? Não tem outra água? Esta não quero!» O empregado insiste. Em vão: «Luso? Pode ser?»

Junho 27, 2005

O país longe do fisco

Miguel Marujo

A 120 km/h, que o Fiat Punto já não puxa muito e o calor apertava, subiu-se do Algarve para Lisboa, pela A2. Nada a assinalar, a não ser um predomínio claro de Audis, BMWs e Mercedes. Das duas uma: ou os seus proprietários foram todos ao Algarve ou «se toda essa gente pagasse qualquer coisinha ao Estado» não andávamos aqui a discutir buracos do défice tão grandes.

Junho 27, 2005

Custou mas foi

Miguel Marujo

Pela primeira vez, a Terra da Alegria é exclusivamente feminina! E com um toque brasileiro. Abençoada terra!
[Mea culpa: na confusão da hora madrugadora, li "Christina" onde o nome é Christian, e exultei por uma suposta exclusividade que afinal não existe. Não faz mal: e exulte-se na mesma - por se tratar de um reverendo evangélico, o que transforma esta Terra num espaço ainda mais ecuménico nas suas opiniões e percursos.]

Junho 24, 2005

Mil folhas pouco fresco

Miguel Marujo

src=http://www.clubpaulistano.org.br/swit/2005_04_01_gourmet.jpg/2005_04_01_gourmet.jpg>


Dinis, já se sabe, quer que o pai governe em Lisboa. E é um facto: a capital tinha a ganhar num capítulo - o da "primeira dama". Pouco mais. Mas Carrilho não gosta de quem não gostou do abuso do vídeo com o filho na campanha - e encheu as páginas do «Público» e do «Expresso» com chorrilho de insultos, queixando-se de que aquele jornal não debate as suas ideias para a cidade.
O mais engraçado é que, em três momentos, o candidato do PS mandou às malvas os jornais que procuravam conhecer as suas políticas para Lisboa: o «Tal & Qual», por uma vez, o jornal «Metro», em duas ocasiões (uma delas, é hoje, podem procurar). Todos os outros candidatos, respondem. Para a próxima, o melhor que os jornalistas devem fazer é procurar ouvir o Dinis. Pelo menos, uma palavra será possível registar... "Papá"!

[ver também o comentário acertado de timshel ao post anterior.]