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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Abril 20, 2005

Verbo para estes dias

Miguel Marujo

Cismar, v. tr., pensar muito em; ruminar;
v. int., empreender; andar apreensivo; meditar; preocupar-se; desconfiar.

Continuaremos a cismar, caro José Mário, sem temores de cismas. O preservativo não é fundamento de fé e isso nem o Papa Bento XVI conseguirá mudar.

Abril 20, 2005

O Papão

Miguel Marujo

«Talvez ofendido pelas orações dos católicos que lhe pediam o que é seu dever de ofício, o Espírito Santo iluminou os corações e a razão dos cardeais eleitores do Papa com uma luz antiga. Enquanto muitos esperavam uma moderna luz de presença, daquelas que se colocam no quarto das crianças para as iludir e afugentar os papões, eis que o conclave tira da cartola o coelho mais temido pelos católicos e mais esperado pelos apostadores e pelos que odeiam a Igreja: Joseph Ratzinger. No fundo, toda a gente está satisfeita. Os católicos porque têm Papa, outros porque ganharam a aposta e outros ainda porque não têm que se esforçar muito para implicar com o seu bombo da festa preferido. E, depois de um hiato de 17 dias, o mundo volta a ter alguém infalível. [...]» - hoje, no sítio do costume, há maiores e menores dúvidas.

Abril 20, 2005

Sou um homem de pouca fé*

Miguel Marujo

Bento XVI. Esperemos, contra todas as evidências, que seja diferente de Joseph Ratzinger. "Pode ser uma surpresa muito grande para todos", diz Tolentino Mendonça. É disso que precisamos - uma grande surpresa. Ou nas palavras de D. Manuel Martins à TSF: "O cardeal Ratzinger foi uma grande figura a muitos níveis, mas agora que foi eleito Papa, tenho esperança que morra o cardeal para aparecer em pleno o Bento XVI, já que Bento XV foi um Papa extraordinário". [Zé Filipe, in Enchamos tudo de futuros]



* - expressão com que o meu Pai me brinda em algumas discussões teológicas, lá em casa...

Abril 19, 2005

Fumo branco

Miguel Marujo

«Mais importante do que saber quem será o próximo Papa, é saber o que será a Igreja no futuro. Que Igreja para os nossos filhos? E, em função dela, que Papa para os próximos tempos? [...]

A Igreja para as futuras gerações deveria ser uma Igreja menos centrada em Roma, que abandonasse decididamente uma concepção piramidal - com o Papa no vértice, seguido pelos bispos, estes, pelos padres, e, por sua vez, estes últimos, pelos diáconos - para se converter à concepção de Igreja presente no Concílio Vaticano II - uma Igreja cujos membros são todos discípulos de Jesus, com funções diversas, mas com igual dignidade e possibilidade de intervenção. [...]

Nota final: continuo a alimentar o sonho de que os nossos filhos vejam uma Igreja na qual o ministério ordenado, em todos seus graus, seja partilhado igualmente por homens e mulheres.» [Teresa Martinho Toldy, teóloga, in Público]