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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Abril 30, 2005

Perplexidades

Miguel Marujo

1. Um português foi preso nos Emirados Árabes Unidos, por fumar um charro.
2. Ao fim de quase um mês, o tema tornou-se omnipresente na comunicação social e na blogosfera.
3. Não conheço Ivo Ferreira, nem nunca vi nenhum filme dele (parece que fez um, mas já é «cineasta»).
4. Não sei se Ivo Ferreira conhecia as leis do país.
5. O Dubai, um dos emirados do país, não é um destino turístico comum: vai quem pode, ou vai em trabalho quem muito precisa.
6. Há xxxx portugueses presos em todo o mundo. Eventualmente, por crimes que cá não são punidos com prisão. Quantos tiveram a atenção mediática que já teve Ivo Ferreira?
7. Os amigos são para as ocasiões. Louve-se a iniciativa dos familiares e amigos que pressionam as entidades públicas para atender ao caso de Ivo Ferreira.
8. Mas critique-se o tom de Estado com que se acusa o MNE de nada fazer. O Rui, no Barnabé, compara mesmo a alegada ineficácia do MNE, neste caso, com a infeliz atitude do embaixador português na Tailândia, que não percebeu ou não quis perceber a dimensão da tragédia do tsunami, dizendo que o MNE não está preparado para a globalização do turismo, por causa de um charro fumado no Dubai?! Eu quero o MNE preparado para atender a tragédias colectivas e individuais, sim. Mas com a devida proporção na actuação.
9. Desejo a libertação de Ivo Ferreira. Mas o MNE deve providenciar apenas uma defesa legítima e transparente.
10. Depois disto: que o Ivo Ferreira deixe de vez os charros. Lá e cá. Não lhe fazem bem, como se vê.

Abril 30, 2005

Verbo para estes dias

Miguel Marujo

Isaltinar,
v. tr., levantar; elevar; engrandecer; glorificar; celebrizar; sublimar; causar entusiasmo, delírio; irritar, enfurecer;
v. refl., irritar-se; agastar-se; jactar-se; gabar-se.

Próprio para a ópera-bufa que se vive por estes dias entre a Lapa e a Oeiras.

Abril 29, 2005

Para me animar

Miguel Marujo

«... Para o catolicismo, a confiança é fundamental. O católico soldado raso habitua-se a confiar no católico padre, este no bispo, o bispo no cardeal e o cardeal no Papa. Mesmo quando existem dúvidas, quando o padre não se comporta como devia ser, quando o bispo é distante, o cardeal fuma, o Papa não é bem aquilo que deveria ser, o católico raso dissolve em grande medida essas dúvidas no seu hábito de confiança...» [in a bordo]

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