Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Fevereiro 18, 2005

Porque vou votar Jerónimo

Miguel Marujo



Santana Lopes é um apresentador de Circo, onde o domador foi comido pelo leão, a contorcionista partiu a coluna, os palhaços foram presos por perjúrio. Sócrates é um cónego que está no púlpito a falar para as viúvas de Guterres. Paulo Portas é um humorista que tem sempre a cara séria e, por isso, as pessoas não se riem. Mas se ele contasse o que promete em cima de um palco, a passear de cá para lá com o micro na mão, em jeito de piada, isso sim, era gargalhar. Louçã anda permanentemente com duas listas telefónicas debaixo de cada pé, para parecer mais alto. Está chato e quanto mais chato está menos piada tem. E o Louçã que a malta gostava tinha piada, não era demagogo.


Resta o Jerónimo.

Já chega de défices, desempregos, aumentos, IRCs, banqueiros, a zona franca da Madeira, a colocação dos professores, a pressão sobre os media, a irmã Lúcia e o carmelo de Coimbra, a Marisa e os Madredeus, o Gato Fedorento e o Balsemão.


Estou farto. Se pudesse votava nos meus amigos, para os chagar durante quatro anos. Votava no Peter Gabriel, no Harry Potter, nos Marretas, na Tori Amos, no Padre Borga. Se pudesse, votava logo para os próximos dez anos, para me desampararem a loja. Fazia uma espécie de boletim “cinco semanas”, com direito a interrupção quando alguém tipo-esquerda, em bom, aparecesse.


Resta o Jerónimo.

O Jerónimo não tem qualidades políticas maiores que o Louçã, não é mais letrado que o Sócrates, não fala melhor que o Portas nem tem mais instinto que o Santana. Mas parece um gajo porreiro. Eu estou farto de políticos.

E apetece-me votar num gajo porreiro.

Fevereiro 18, 2005

Três razões para votar...

Miguel Marujo

... no PS, reproduzidas a partir de um texto do Timshel, absolutamente essencial:

«- A primeira razão radica na convicção que é o partido que, nas circunstâncias actuais, mais possibilidades tem de lutar eficazmente e convictamente contra a pobreza e as desigualdades sociais.
[...]
- A segunda razão resulta de um pequeno ponto do seu programa, até aqui quase ignorado no debate público e que reza assim: "Criar um concurso anual, a nível nacional, para selecção de recém-licenciados candidatos à Administração Pública".
[...]
- A terceira razão é a consequência de circunstâncias factuais que levam a que o PS seja neste momento o único partido com possibilidades de obter a maioria absoluta.»