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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Janeiro 27, 2005

Saber do que se fala

Miguel Marujo

«Os períodos de nojo estão como as estações, cada vez mais curtas, cada vez mais inconstantes. Guterres não fez a travessia no deserto que prometeu. Foi ali à praia de Cacilhas e voltou. Suspeito que o país vai tendo os políticos que merece.» Rodrigo Moita de Deus - do blogue-facho* da direita portuguesa, O Acidental - assina esta pérola (entre outras). Porque sabe do que fala. Ele foi (é?) assessor de Leonor Beleza, no Parlamento.





* - para que não restem dúvidas ou saltem indignadas vozes: «facho: s. m., archote; luzeiro; farol [...]».

Janeiro 25, 2005

Serviços públicos back to normal

Miguel Marujo

1. Os elogios foram apressados. Como todos os serviços públicos, a experiência de horários da Carris por SMS arrancou bem, mas nos últimos dias, em três ou quatro utilizações, os dados foram transmitidos com erros.

2. O Metro era um sossego, apesar da selecção musical nem sempre ser desejável e apesar da multidão. Mas era um sossego: ali esquecíamos a televisão a berrar ou os omnipresentes telemóveis. Tudo acabou, primeiro com a TV interna, a partir de 31 de Março, com tô sim ao nosso lado.

Janeiro 25, 2005

Um Barnabé muito culto

Miguel Marujo

"Velho amigo, brilhantíssimo paginador do livro do Barnabé, tipógrafo, fonógrafo, daltónico. Também é pai – ora toma. É o gajo mais culto do Barnabé, razão pela qual diz que não sabe se vai escrever. Será o nosso director artístico". De quem fala o Barnabé? Do Olímpio, nosso compincha de muitas andanças e comentador à distância desta casa. Agora, disponível ali nos amigos barnabitas.

Janeiro 25, 2005

De como se pode votar no PS de Sócrates

Miguel Marujo

"(...) É gente que votou em Guterres em 1995 e desde então tem alternado entre o voto em branco e o Bloco. Lamentaram o regresso ao poder da direita em 2002 mas, porventura com alguma razão, acharam que o PS merecia uma cura de oposição. Com o Barrosismo veio a austeridade e as terapias dolorosas da direita. Com menos dinheiro no bolso, os anos de Guterres começaram a ser recordados com nostalgia, mas a memória d episódios como o “totonegócio”, o referendo ao aborto ou o orçamento limiano, tornou muito difícil a reconciliação com o PS. Até que entra em cena Santana Lopes. A mera possibilidade desta criatura continuar politicamente activa, liderando com Portas a oposição de direita a um governo minoritário do PS, incutiu-lhes as primeiras dúvidas. (...)" Pedro Oliveira, in Barnabé - que continua um exercício crítico muito interessante sobre a importância de votar no PS de Sócrates.