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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Agosto 03, 2004

O "soundbyte" fácil no bloguismo

Miguel Marujo

É uma história exemplar: no Glória Fácil, NS queixa-se de ter passado seis horas na urgência de Santa Maria, a acompanhar uma amiga doente.

Na triagem de Manchester, que avalia a gravidade da doença, foi-lhe atribuída a cor verde. O que significa: não é uma situação de urgência. E tenho quase a certeza que não foi a cor "verde-tio" que obrigou a uma espera de seis horas. Às 18 horas, NS e a sua amiga deviam ter ido ao Centro de Saúde!

Para gritar, como faz NS, «Ó sr. Luís Filipe Pereira e ex-ministros da Saúde nos últimos 30 anos, VÃO À FAVA!» era preferível razões mais fundas! Verdadeiras urgências na Saúde!

Agosto 03, 2004

Terras de férias

Miguel Marujo

Nós continuamos por cá. Mas na Terra damos tréguas. Fica o desafio: imprimir aquelas páginas, ler devagarinho - na praia ou no sofá, no escritório ou na esplanada e protestar cá para esta casa.

Apenas estas deixas soltas, para provocar apetites ou enjoos:

i) «DEUS MORREU».

ii) «Deus não quer saber se partimos hoje um braço ou nos zangámos com a nossa namorada ou se defendemos o penalti para ir a pé a Fátima.»

iii) «Julgo que (felizmente) o que distingue a esquerda da direita é a esquerda ser necessariamente religiosa. A opção de lutar ao lado dos fracos contra os fortes é uma opção religiosa não sustentável por qualquer visão "científica" do mundo.»

iv) «Acredito, ao contrário da Direita (inclusivamente a Direita da minha Igreja), que o papel da política, de todos nós, cidadãos (e cristãos) empenhados, é o de tentar transformar o mundo. Não apenas de administrar as desigualdades e de resignar-se com a desordem das coisas.»

v) «Um pecado que é o pior dos pecados, o orgulho dos justos, convictos da sua justiça, seguros que a vida que construíram garante por si só a sua salvação

vi) «Sermos cristãos não torna nenhum de nós melhor que nenhum outro

Agosto 01, 2004

Na liderança da informação?

Miguel Marujo

A TSF está contente. No primeiro semestre de 2004, a TSF «teve as melhores audiências de sempre», «reforçou a sua posição como rádio de referência»... Não duvido dos dados da Marktest. Não duvido da subida da TSF. Não duvido do mérito e da competência de muitos profissionais da TSF. Duvido é da receita em que assenta este sucesso. Diz-nos o "spot" que a informação "ajudou" ao crescimento de audiência. Que informação? Aquela que é ensanduichada entre músicas de nostalgia, fóruns mulheres e bancadas centrais? Reveladoramente, o "spot" começa com uma notícia em que o jornalista é notícia: «Antes do mais, deixa-me dizer boa noite, boa noite Portugal», dizia aliviado Carlos Raleiras, depois do seu rapto frustrado no Iraque.

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