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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Agosto 16, 2004

Lamúrias

Miguel Marujo

O vento, a comida, o árbitro, a água. Os nossos atletas olímpicos lá vão culpando os outros pelas suas derrotas. Não podiam dizer simplesmente que «os outros são melhores»?

Agosto 16, 2004

Olimpinices

Miguel Marujo

1. A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos começou a ser transmitida na RTP1. Foi interrompida às 20 horas, para ser transmitido o Telejornal. Nos outros dois canais olímpicos, a Dois e a RTPN, nada: um exibia "bonecos", o outro culinária. Valeu-nos o Eurosport. Alguém falou em serviço público?



2. A primeira e única medalha portuguesa veio de onde menos se esperava. Do ciclismo. Por isso, soube melhor!



3. No momento das medalhas, todos nos recordamos: «Gold medal: Carlos Lopes, Portugal». Agora, não pudemos ouvir «Silver medal: Sérgio Paulinho, Portugal». O jornalista "abafando" o som local gritava ao pai do jovem ciclista: «O que é que sente?»...

Agosto 13, 2004

Tá lá?

Miguel Marujo

Um jornalista faz um telefonema e ouve inevitavelmente a piadinha com risinhos à mistura: «Não está a gravar, pois não?»

Agosto 12, 2004

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Miguel Marujo

Sem imaginação, pensar um país menos pobre, o nosso. E sonhar um outro mundo, este. Saltar dez anos e descobrir que Santana Lopes foi devidamente apeado em eleições, que tinha inicialmente evitado. Perceber que os julgamentos dos casos mais mediatizados do início do século XXI estavam, há muito, resolvidos com os culpados condenados e os inocentes absolvidos. Abrir o jornal e ler na secção «Efemérides» um "fait-divers" de 2004 que levou à demissão de um director da PJ e à limpeza do nome de quem tinha sido caluniado, mas também à discussão sobre um jornalismo que terá sempre falhas, mas poderá ser cada vez mais exigente. Apagar a televisão depois da reportagem sobre as comemorações da paz no Iraque, nas fronteiras israelo-palestinianas, no Afeganistão, no interior do Sudão, e da independência do Sara Ocidental e da Tchetchénia, e da vitória da liberdade em Angola, Cuba, Rússia, Zimbabwe, Arábia Saudita, Venezuela, e da vitória da inteligência nos EUA e na União Europeia. Um enjoo este nosso mundo? Talvez, mas tão melhor...