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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Agosto 20, 2004

Não esquecer

Miguel Marujo

Comprar no hiper/FNAC

- 20 microcassetes Sony MC-60, para substituir as outras

- telemóvel, com gravador incorporado

- «Novo Código das Custas Judiciais» (ver cap. "providências cautelares")

- algodão para limpar cabeças do gravador

- cotonetes



Coisas a fazer

- consultar código deontológico no site do SJ (o Jota diz que vale a pena ler!)

- pagar quotas do Sindicato em atraso (foram uns compinchas)

- deitar para o lixo colecções antigas do "Indy"

- telefonar ao Lino (pedir-lhe desculpa)

- agradecer ao Eduardo



Pedir post-its! (para escrever estas listas)



[pequena folha de um bloco A6 "Castelo", encontrada na Av. João Crisóstomo, em Lisboa, assinada por Octávio L.]

Agosto 20, 2004

Um cenário

Miguel Marujo

«Pedro Santana Lopes tem Morais Sarmento e uma "central de informação" a trabalhar para o governo e para si próprio; e certamente um assessor de imprensa; e agora uma funcionária da Lux para o promover a ele em exclusivo, provavelmente no glorioso mundo que se toma por "sociedade" e se compõe de anónimos muito conhecidos por razão nenhuma. Imitando o chefe, os ministros também querem assessores. A ministra da Cultura, Maria João Bustorff, parece que arranjou três; e António Mexia também. Dizem os jornais que a ministra da Educação e o ministro da Justiça reclamam dois. O novo regime começa a mostrar aquilo que é: uma agência publicitária, como foi a Câmara de Lisboa no tempo de Santana Lopes - nunca ninguém fez tão pouco e tão mal com tanto espalhafato. Tudo isto até certo ponto se compreende. Bagão Félix congelou as "despesas de funcionamento" e só deixa investir, em geral e em condições muito especiais, uma verdadeira insignificância. Vai haver por aí muito ministério sem vintém, parado e melancólico, a matar aplicadamente moscas. Neste aperto, os governos costumam inventar a "obra" que não fizeram. Um decreto, por exemplo, sai de graça, desde que não seja aplicado. Uma inspecção pela província (a pontes, museus, por aí fora) mostra amor do povo e grande zelo, e fica pelo preço do gasóleo (ou da gasolina). Ir à "Europa" ou a enterros, "reorganizar" serviços no papel ou comungar ardentemente com o futebol (ou a arte) são truques baratíssimos e caem sempre bem. Em princípio, toda a espécie de fantochada serve, se existirem assessores de imprensa e eles conseguirem a "cobertura" da coisa: na televisão, na rádio ou nos jornais. Portugal está a caminho de se tornar uma "aldeia Potemkin", um cenário de teatro sem nada atrás. Mas, francamente, quem esperava mais?»



Vasco Pulido Valente, no Diário de Notícias, de hoje [sublinhados nossos].

Agosto 20, 2004

Olimpinices (II)

Miguel Marujo

Desisto. Os Jogos Olímpicos eram a oportunidade de ver jogos de hóquei em campo. Pelo menos, de quatro em quatro anos, tirava a barriga de miséria com alguns (sempre poucos) jogos. Num país, onde o hóquei em patins tem tantos adeptos, não se percebe o desprezo à disciplina em campo relvado. Mas, este ano, os canais televisivos têm ignorado olimpicamente a modalidade, e apenas se entrevêem algumas jogadas espectaculares nos resumos diários da Eurosport. Pouco, muito pouco...