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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Agosto 11, 2004

Divertimento em dó maior

Miguel Marujo

«Muito divertida toda esta história sobre as gravações das conversas de um jornalista do Correio da Manhã com personalidades do mundo judiciário sobre o processo Casa Pia. É giro ver alguns dos que, aqui há alguns meses, não pestenejaram em publicitar as gravações de algumas personalidades políticas, como Ferro Rodrigues, venham agora gritar, como virgens ofendidas, contra a eventual publicação destas conversas... Porque será?

Talvez por, com essa publicação, dever ficar claro quem é que afinal estava a "cagar-se" para o segredo de justiça. Se calhar, o próprio director-geral da PJ...

Muito divertido, de facto...
»



Duarte Moral, in Golpes de Vista

Agosto 11, 2004

Perguntas em surdina (sob o guarda-chuva)

Miguel Marujo

«1. Um jornalista gravou conversas sem que os gajos que estavam a falar com ele soubessem.

2. Vai daí, guardava as cassetes num armário, numa gaveta, no jornal dele.

3. Alguém lhe gamou as cassetes - diz o jornalista.

4. Ninguém ainda sabe QUANDO é que lhe palmaram as ditas. O que se sabe é que na sexta-feira passada foi apresentar queixa à polícia. Ora, das duas uma:

4a. Ou lhe gamaram aquilo na quinta ou sexta e o homem assustou-se e foi a correr à polícia;

4b. Ou não abre a gaveta há muito tempo e as cassetes esfumaram-se (o que é estranho, pois anda aí muita cassete do ZX Spectrum ainda a funcionar);

4c. Já lhe tinham palmado as cassetes há meses mas só agora, perante a macacada das notícias, fez queixa.

5. Entre a chuva, demitiu-se o director da PJ, Adelino Salvado. Porquê?

6. E, para fechar, ainda ninguém sabe que raio há nas cassetes, mas a revista Focus já levou uma palmada. De facto, é publicidade à borla. E um sinal estranhíssimo do que é justo num País preso à legalidade.

Noutros tempos, havia páginas em branco ou um aviso: "Revisto pela Censura". Ou "Censurado".»



Primo Galarza, com a mania de fazer perguntas... nos Galarzas.

Agosto 11, 2004

Breves notas à chuva

Miguel Marujo

Na loja. Há empresas que põem os seus funcionários a propagandear as suas campanhas. Uma medida na mouche quando a empregada roliça se passeia pela loja com a t-shirt a prometer a «garantia de preço mínimo».



Às compras. Na loja de produtos de beleza peço um determinado produto. Desisto, quando a menina muito solícita me diz que aquele tem um desodorante muito bom...



A paragem do autocarro. Não se percebe a utilidade do design quando a paragem de autocarro cheia de frestas, muito arejada, deixa passar a chuva toda. Os desenhadores não andam de autocarro.



Na paragem do autocarro. Toca o telemóvel ao som de menos ais, menos ais. Depois de tudo o que aconteceu, a música é quase arqueologia. Ao lado, um homem explica a uma mulher porque gostou do filme: «Tinha história».



No autocarro. A mulher negra entra no autocarro com um bebé no carrinho. O funcionário da Lisboa Transportes mostra a mediocridade deste pobre país, o nosso: «Na sanzala andava com eles às costas, aqui andam de mercedes».