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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Julho 27, 2004

O perigo de ir de férias*

Miguel Marujo

«Prazos e desperdícios. Houve um queijo fresco Matinal que não resistiu às minhas férias: um queijo, dois iogurtes, um leite com chocolate, um líder da oposição, um representante português na Unesco. O prazo de todos tinha passado (e a minha cabeça noutro lado). Avaliei o desperdício e prometi - ao frigorífico - cuidados.» [Ana Sá Lopes, in Glória Fácil]



* - o bom é ter estes regressos! Já só falta a Vanessa aos domingos...

Julho 25, 2004

(evangelho segundo São José)

Miguel Marujo

«O decretar pelo Governo de luto nacional pela morte de Carlos Paredes causa perplexidade. Não porque Carlos Paredes não seja uma personalidade digna de tal distinção. É claro que é. A sua obra e o seu génio engrandeceram e enriqueceram o país e, por isso, deve ser distinguido na morte como o devia ter sido em vida.

A questão é outra. Por que razão não foi decretado luto nacional quando da morte de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Maria e Lourdes Pintasilgo? Porque em causa estão duas mulheres? Quais os critérios que o protocolo de Estado e o Ministério dos Negócios Estrangeiros usam para decidir sobre quem é susceptível de tal homenagem? O Presidente da República não tinha obrigação de estar atento? [...]

Mesquinho país onde a ignorância atrevida é compensada com comendas e benesses e o conluio negocista e caciqueiro impera, e que ignorou duas mulheres cuja dimensão humana é maior, muito maior que as suas apertadas e ridículas fronteiras.
»

[São José Almeida, Público]

Julho 24, 2004

(salmo)

Miguel Marujo

«Muito boa, a ideia de descentralizar, levando vários ministérios para fora de Lisboa. Santana sabe, melhor que ninguém, que esta cidade está simplesmente inabitável.» [RAP, Gato Fedorento]

Julho 24, 2004

(primeira leitura)

Miguel Marujo

Não parto. Não me calo. Mas, a cada dia que passa, apetece mudar de vida. Mudar a vida. Ou, nas palavras certeiras de MST: «Imagens dispersas, notícias que não sei se dão vontade de rir ou de lamentar, reflexões que ora apontam para a revolta instintiva ora para a desistência. Não sei como é que os outros se sentem - a maioria das reacções de que me apercebo são um encolher de ombros de quem já se conformou a esperar sucessivamente o pior. Mas eu acho que pior não é possível. Não é possível que alguma vez tenha acontecido ou venha a acontecer tamanho triunfo da mediocridade, como o desta democracia cozinhada entre Santana e Barroso. Como é que foi possível?». Continuaremos aqui. Para tornar impossível.

Julho 24, 2004

Sabor a sal

Miguel Marujo

É um dos sítios mais belos e serenos da blogosfera. Um equívoco ao início levou-me a classificá-lo como «blogue amigo». Mas acabei por "acertar": é uma magnífica companhia diária, como são os amigos. Há um ano que é assim.