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Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Junho 08, 2004

A propósito de 13 de Junho...

Miguel Marujo

Diz-se que quando Deus criou o mundo, para que os homens prosperassem, concedeu-lhes duas virtudes. Aos suíços, fê-los ordenados e cumpridores da Lei. Aos ingleses, fê-los persistentes e estudiosos. Aos japoneses, fê-los trabalhadores e pacientes. Aos italianos, alegres e românticos. Aos franceses, fê-los cultos e refinados.



Quando chegou aos portugueses, voltou-se para o anjo que tomava notas e disse: "Os portugueses vão ser inteligentes, boas pessoas e vão ser do PSD".



Quando acabou de criar o mundo, o anjo disse a Deus: "Senhor, deste a todos os povos duas virtudes e aos portugueses três. Isto fará com que prevaleçam sobre todos os demais!"



Então Deus reflectiu e disse: "É pá!... Tens razão... bom, como as virtudes divinas não se podem tirar... que os portugueses a partir de agora possam ter qualquer das três, mas que a mesma pessoa não possa ter mais do que duas virtudes de cada vez.



Assim seja que:

1. Português que seja do PSD e boa pessoa, não pode ser inteligente.

2. O que é inteligente e do PSD, não pode ser boa pessoa.

3. E o que é inteligente e boa pessoa, não pode ser do PSD.



Palavra de Deus.



Copia esta mensagem e envia-a...

Se não enviares isto a todos os teus contactos em menos de 5 minutos, receberás um poster gigante com a cara de Manuela Ferreira Leite. Deus se compadeça da tua alma...

Junho 08, 2004

Dois pesos, duas medidas

Miguel Marujo

Durão Barroso disse ser inadmissível os trabalhadores queixarem-se durante o Euro, com greves e manifestações! Que seriam protestos "para inglês ver"! E o que dizer, então, da Brisa que anuncia não cobrar portagens durante o Euro 2004, caso se registem congestionamentos nas auto-estradas? Não será uma medida "para inglês ver"? Quantas vezes obras da Brisa provocaram congestionamentos de horas e a empresa cobrou portagens aos automobilistas? Sempre. Este anúncio da Brisa cheira a 13 de Junho, é o que é.

Junho 08, 2004

A bandeirada

Miguel Marujo

Anda por aí a bandeirada da moda: os táxis ufanam-se com umas bandeirinhas ridículas incrustadas no tejadilho. Não há pachorra! E um destes dias estão a querer aumentar as outras bandeiradas pelos serviços prestados.

Junho 07, 2004

Um guia para as eleições

Miguel Marujo

Das europeias, quase não consigo dizer nada. A não ser que, depois do voto, vou trabalhar. Para ouvir as fracas razões dos votos. Ontem, antes de me perder por Alicia, entrei no país das maravilhas, com o saudoso «tempo de antena», que tão pouca atenção merece, mesmo em jornais que antes acompanhavam as sessões diárias de videoclips de caça ao voto. E descobri o Movimento do Doente (ou pelo doente?). E ouvi o discurso só aparentemente inócuo de uns nacionais e renovadores, que nada têm de nacionais e menos ainda de renovadores. E visitei os Açores e a Madeira num discurso quase sem objectivo (nem sequer um votem em nós) do PDA. E lavrei a nota de protesto do POUS, ameaçado de extinção. E tomei nota da salganhada ideológica mais engraçada de todas: o Partido Humanista é o único que nos parece lembrar que estamos em campanha para as eleições europeias, com um tempo de antena poliglota, nos depoimentos e nas palavras de ordem.

Junho 07, 2004

Para cavar fundo...

Miguel Marujo

«Enquanto me considerei cristão (ser católico era uma contingência), nunca concebi que o pudesse ser fora de uma igreja. Isto é: fora de uma comunidade. Ainda hoje tenho alguma dificuldade em compreender as pessoas que, dizendo-se católicas, dizem que essa é uma opção interior que nada tem a ver com "cerimónias" e "idas à igreja". O sentido de comunhão é inseparável daquilo que um agnóstico como eu ainda pode compreender numa religião. Parece-me um agudo sinal dos tempos que alguns queiram ser cristãos sozinhos.» Uma enxada metida à terra.

Junho 07, 2004

Contra a canonização

Miguel Marujo

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«Por isso esse homem, que propôs, ainda como governador de California, intensificar os bombardeamentos sobre Vietnam e transformar todo este pais num "nice, clean parking-lot", (uma boa amostra da sempre encantadora obsessão americana com a limpeza), é o verdadeiro heroi do fim da guerra fria, e não estas figuras cinzentas e secundárias - como e que se chamaram? - ah, pois era: Gorbatchov, Woytila, Sacharov, Walesa, Havel...»

In Quase em português (via Adufe)