Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cibertúlia

Dúvidas, inquietações, provocações, amores, afectos e risos.

Junho 01, 2004

Automatizada

Miguel Marujo

Doze letras sobre o vidro do autocarro da Carris anunciam algo que não se percebe à primeira: «Automatizada». A condução? Não, o homem de azul ainda por lá anda a conduzir o "amarelo". A velocidade? Quem dera, mas o pára-arranca da cidade não permite grandes pressas, mesmo quando (às vezes, nas horas de ponta) os corredores bus sejam um óptimo posto de observação de quem rumina nas bichas... Não: «Automatizada» é a «cobrança», mas não se explica (como não se explica o que é um BUC). Mas automatizada em quê? Eu dou o dinheiro ao motorista se quiser o bilhetinho, ele dá-me o dito e o troco se for caso disso, e eu tenho de o «obliterar» para confirmar a viagem. Se for viajante com passe também sou eu a passá-lo na máquina. Enfim: aquelas letras devem querer significar outra coisa mesmo.

Junho 01, 2004

Livro de reclamações

Miguel Marujo

A Carris tem uns autocarros pequenos novos muito bons: ar condicionado, cómodos e mais suaves na condução que os seus "antecessores". O pior é o silvo que rebenta os tímpanos mais saudáveis quando a porta de trás se fecha. Não há maneiras mais silenciosas de avisar os passageiros que o carrinho se prepara para arrancar?

Junho 01, 2004

Justiças - «o falso culpado»

Miguel Marujo

«[...] Um homem foi condenado a [...] prisão por um crime [...] que, conforme aqui se demonstra, não cometeu. [...] Tudo não passou de uma encenação [...]. Mas o mais perturbante é o erro da Justiça, que condena sem possuir provas para lá da incerteza prevalecente».



Quem escreve assim? Felícia Cabrita, na «Grande Reportagem», do sábado passado. E não, não é sobre a Casa Pia. Nessa matéria, a jornalista prefere a incerteza prevalecente» de testemunhos orais, pouco consistentes (crê a juíza) às provas que nunca possuiu. «Quando a justiça se engana», titula a revista, é sobre um lavrador que foi condenado a cinco anos de prisão por crime de violação. E quando o jornalismo se arma em justiceiro, Felícia diz o quê?

Pág. 10/10